Salvador, 29 de September de 2020
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Dando o que Falar


América Latina, com um Brasil submisso, vira o novo palco da disputa entre potências. Por Leonardo Attuch
Dando o que Falar
Qui, 11 de Junho de 2020 02:46
Leonardo_AttuckLogo no início do governo de Jair Bolsonaro, Steve Bannon, ideólogo e guru dos movimentos neofascistas e dos governos de extrema-direita ao redor do mundo, disse que uma das mudanças seria o afastamento entre
 
O Partido dos Robôs sem Voto. Por Jorge William
Dando o que Falar
Ter, 09 de Junho de 2020 18:53

O empresário Marcos Aurélio Carvalho, um dos donos da AM4, foi peça-chave na campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018. No fim daquele ano, contudo, deixou a equipe de transição de Bolsonaro após o vereador Carlos se incomodar com uma entrevista que deu ao GLOBO. Depois de meses em silêncio, Carvalho aceitou escrever um artigo para o Sonar sobre internet e política. Abaixo o artigo do ex-marqueteiro que ajudou Bolsonaro a virar presidente:

O Partido dos Robôs sem voto

A democracia moderna foi atravessada por um desafio inimaginável até pouco tempo: a ocupação da pólis por seres irreais. Quem são esses usuários que diariamente emplacam temáticas políticas nos trending topics do twitter, com uma capacidade quase imediata de mobilização em torno de hashtags perfeitamente bem combinadas, perfeitas até demais para serem verdade?

Há uma falha no teste do pato. "Se ele parece com um pato, nada como um pato e grasna como um pato, então provavelmente é um pato" – diz o ditado. E o usuário que se parece com eleitor, reclama como eleitor, apoia como eleitor, mas usa hashtags milagrosamente lançadas, em questão de minutos, aos assuntos mais comentados do momento? É robô.

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Tudo que acontece de mais relevante na política nacional vira uma hashtag, ou mais provavelmente duas: uma de apoiadores e outra de detratores. Inicia-se, então, a batalha digital do dia.

Existem, porém, as batalhas reais e as batalhas que nascem forjadas e se tornam reais. As primeiras não deixam de interessar à análise do cenário dicotômico, mas as segundas merecem especial atenção crítica. Robô não vota. Então por que importa tanto o tumulto que ele faz? Porque a movimentação de usuários irreais tem o condão de pautar o debate. A aparência de que um assunto está sendo comentado faz com que ele passe a ser comentado de fato. Está feito o sequestro da pauta política de um país.

A movimentação de uma expressiva quantidade de usuários falsos tem a perigosa capacidade de criar uma bolha inflacionária política ou eleitoral. O que significa isso? Que ela traz uma falsa robustez a uma ideia, a uma pessoa ou a uma causa. Esse conjunto de robôs desprovidos de título de eleitor cria uma "bolha" de apoiadores - frágil, posto que mentirosa. Mas a demonstração da ampla adesão à ideia chama mais gente, desta vez pessoas reais. É uma bolha inflacionária política e eleitoral, na medida em que carrega uma pessoa nos ombros invisíveis de celulares conectados a contas falsas e entrega a ombros verdadeiros de quem sentiu que estava aderindo a um forte movimento, "que subitamente eclodiu". Então, pouquíssimo importa que robô não vota, não comparece a manifestação, não bate panela na janela, desde que ele consiga fazer pessoas reais, capazes de tudo isso, aderirem ao movimento.

Não pode ser subestimada a grande susceptibilidade de uma pessoa real se juntar a um movimento de origem falsa. As pessoas entram diariamente nas redes sociais em busca de um tema para comentar. Não é mais só uma questão de programação comportamental, é também uma questão de pertencimento. Se uma hashtag entra para os trending topics, para muitos isso significa quase automaticamente que o assunto em torno dela merece um comentário ou uma ação.

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Muita ficção científica foi produzida no passado, especulando sobre robôs usurpando empregos e até postos de comando humanos; mas pouco se imaginou sobre robôs usurpando o debate público humano, o debate sobre a própria forma de uma sociedade humana se organizar e se deixar liderar.

Qual é o grande mal disso? Justamente pela fugacidade do "assunto do momento", a batalha política passou a ser diária, pontual e pormenorizada. Houve um claro esvaziamento da política de identificação de ideias e propostas, em favor da política de identificação de posturas e falas, cotidianamente. É um rumo perigoso para se tomar: o debate político deixar de ser sobre ideias e passar a ser sobre circunstâncias. A transitoriedade do apoio gera graves crise de representatividade e de capacidade de se liderar, pelo prazo necessário para fazer qualquer diferença.

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Se esses fatos estão postos e estamos falando de uma realidade enquanto ela acontece (vide batalha de hashtags do dia), o que se há de fazer? Muito se debate, acertadamente, sobre regulação, investigação e inibição da presença digital fake. Mas conhecem-se os desafios de se controlar algo que é pouco rastreável, que desconhece fronteiras territoriais e faz-se esbarrar em alcances jurisdicionais.

Sem dúvidas, a melhor forma de encarar é escancarar. Não se questiona a importância de a comunidade digital global continuamente trabalhar para evoluir em segurança, rastreabilidade e confiança; e de as comunidades jurídicas amadurecerem os debates sobre controle, responsabilização e desmobilização. Mas a contribuição mais eficaz e imediata virá – e já tem vindo – das iniciativas de jogar luz sobre as trevas da mobilização robotizada em torno de pautas políticas.

Não tem fidelidade partidária no Partido dos Robôs sem Voto. É preciso apostar alto na "trollagem" contra os robôs. Isso significa expor suas contradições, suas obviedades, suas falhas, seus movimentos e suas inconsistências. Talvez seja essa uma boa releitura moderna do enigma da esfinge. Precisamos decifrar as redes a serviço do fake, sob pena de vermos devorado o debate público tal como se conhece. Nas urnas: um homem, um voto. Nas redes: um homem, um post.

 
Lula Tem Razão. Por Leandro Fortes
Dando o que Falar
Qua, 03 de Junho de 2020 02:43
Leandro_FortesEssa história de frente ampla, nos moldes do movimento das "Diretas Já!", é a história se repetindo como farsa. O que está em curso é a reorganização dos interesses da burguesia nacional diante de um
 
A casa grande já teme o caos. Roberto Amaral
Dando o que Falar
Qua, 03 de Junho de 2020 01:08
Roberto_Amaral"Em nome da 'salvação nacional', que a todos mobiliza, a casa grande propõe um pacto nacional que deságua na preservação de um bolsonarismo bem comportado, confundindo, para melhor fazer passar
 
Sempre a mesma coisa, a mesma merda, sempre. Por Roberto Requião
Dando o que Falar
Ter, 02 de Junho de 2020 18:20
roberto_requiaoNão me desculpo pela palavra pouco elegante no título. Não é a quarentena que me irrita. É a peculiaríssima propensão dos brasileiros -especialmente os que habitam o espaço político à esquerda- de
 
Moro criou a polícia política. Por Malu Aires
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Qui, 28 de Maio de 2020 03:04
Malu_AiresMoro criou a Polícia política, bem antes de Bolsonaro aprender a manusear o brinquedinho.

Moro prendeu Lula, para que Lula não concorresse às eleições de 2018.

 
Da onde vem o ódio? Por Malu Aires
Dando o que Falar
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Malu_AiresO Instituto Millenium foi um investimento de George Soros no ruído das comunicações no Brasil.

Soros, com FHC e Armínio Fraga, montou uma rede de desinformação

Última atualização em Sex, 29 de Maio de 2020 03:43
 
Aos ex-amigos, cúmplices da barbárie. Por José Eduardo Gonçalves
Dando o que Falar
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Jose_Eduardo_Goncalves_"Não sei quando tudo isso começou. Quando foi que pessoas que eu gostava, convivia, conversava afetuosamente e, em alguns casos, até admirava pelo exercício talentoso de seus ofícios, se transformaram em
 
Bolsonaro 7 x 1 Moro. Por Leandro Demori
Dando o que Falar
Seg, 25 de Maio de 2020 09:15
Leandro_Demori2Sergio Moro saiu do governo atirando não por motivos republicanos, mas porque foi traído. Aceitou ser ministro de Bolsonaro porque se via maior que o presidente – e de fato era, em popularidade e aceitação entre a
 
Gana de Bolsonaro armar 'todo mundo' vem da sua propenlsão obsessiva para a morte alheia. Por Jânio de Freitas
Dando o que Falar
Dom, 24 de Maio de 2020 15:53
Janio_de_FreitasVídeo mostrou reunião de loucos, impostores, fanáticos, aproveitadores, militares sectários, e uns poucos estarrecidos

Ninguém, nem o próprio Bolsonaro,

 
A lógica da milícia. Por Bernardo Mello Franco
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Dom, 24 de Maio de 2020 09:00
Bernardo-Mello-FrancoO vídeo liberado pelo ministro Celso de Mello expõe as vísceras da extrema direita no poder. A gravação mostra como Jair Bolsonaro transportou a lógica da milícia para o governo. A função da Polícia Federal é proteger a família e os amigos do presidente. A tarefa dos ministros é defender o chefe do alcance da lei. "O que os caras querem é a nossa hemorroida!", brada o capitão, antes de atacar prefeitos e governadores aos palavrões.

Bolsonaro comanda a reunião no Planalto como se estivesse num churrasco em Rio das Pedras. Entre berros e xingamentos, ele diz estar "se lixando" para a reeleição. Em seguida, avisa que a vitória de um adversário em 2022 pode levá-lo para a cadeia. "Se for a esquerda, eu e uma porrada de vocês aqui tem (sic) que sair do Brasil, porque vão ser presos", ameaça. Todos os ministros estavam presentes, e nenhum deles se encorajou a retrucar.

A gravação reforça as suspeitas de interferência indevida na PF. "Eu não vou esperar foder a minha família toda de sacanagem, ou amigos meus", diz o presidente. "Vou interferir e ponto final", acrescenta. Dois dias depois, ele cumpriu a promessa. Demitiu o diretor-geral da polícia, à revelia do ministro da Justiça.

O vídeo fornece matéria-prima para novas frentes de investigação. Num trecho, o capitão revela a existência de um sistema particular de informações. Na noite de sexta, ele disse que essa rede clandestina o avisou da "possibilidade de busca e apreensão na casa de filho meu". "Levantei isso. Graças a Deus, tenho amigos policiais civis e policiais militares do Rio", contou.

Em outra passagem da fita, o presidente fala em "escancarar a questão do armamento" e ordena a publicação de uma portaria para facilitar a venda de armas a civis. "Eu quero dar um puta de um recado pra esses bostas", diz, referindo-se a prefeitos que decretaram medidas de isolamento contra o coronavírus. O presidente estimula a formação de grupos paramilitares, o que é proibido pela Constituição. Cinco generais e um almirante ouvem o disparate sem abrir a boca.

O clima de conspiração contra a República domina as conversas na sala.

Abraham Weintraub defende a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal. "Por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia", vocifera. Damares Alves sugere prender prefeitos e governadores. O presidente fala em "pedir às Forças Armadas que intervenham pra restabelecer a ordem no Brasil". Ele cita três vezes o artigo 142 da Constituição, fetiche da militância bolsonarista que clama por uma "intervenção militar".

Enquanto o capitão e seus aloprados sonham com um golpe, outros ministros falam em aproveitar a pandemia para afrouxar leis e liquidar patrimônio público. Ricardo Salles sugere "passar a boiada", desmontando o que resta da legislação ambiental. Paulo Guedes defende uma privatização a jato do Banco do Brasil. "Tem que vender essa porra logo!", afirma.

Num momento em que milhares de negócios quebram sem apoio do governo, o vídeo expõe as prioridades do economista-chefe do bolsonarismo: "Nós vamos ganhar dinheiro usando recursos públicos pra salvar grandes companhias. Agora, nós vamos perder dinheiro salvando empresas pequenininhas".

Artigo publicado originalmente no O Globo

https://blogs.oglobo.globo.com/bernardo-mello-franco/post/logica-da-milicia.html

 
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