Comédia inspirada no texto escrito em 1941 pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht, adaptado para os palcos pelo diretor Marco Antônio Braz. A protagonista, a prostituta Chen-Tê encarnada por Denise Fraga, vive na província de Setsuan e, por possuir uma alma boa, recebe um saco de dinheiro dos deuses que descem à Terra.
Nós vivemos como os tupinambás viveram um dia, à beira do grande mar interior que é a Baía de Todos os Santos, com seus mil quilômetros de beleza e história que já viram de tudo: da chegada de Tomé de Souza à tanga de crochê do deputado Fernando Gabeira recém chegado do exílio. Esse pedaço de terra tão diferente de todos os outros pedaços de terras do Brasil é o tema do Recital Os Filhos da Filha da Chiquita Bacana. Direção de João Sanches e Rita Assemany; roteiro de Aninha Franco e Marcos Dias; direção musical de Jarbas Bittencourt, figurino de Miro Paternostro e a participação dos músicos Leonardo Bitencourt e Marcos Marinho. "Por que a Bahia outra vez? Porque ela é revolucionária, bonita, louca, feminina, engraçada, e porque vocês adoram saber sobre ela, e nós adoramos falar sobre ela. Porque ela é o nosso pedaço de terra, diferente de todos os outros pedaços de terra que existem nesse mundo dos meus orixás", diz Aninha Franco. O espetáculo leva o público à reflexão, alinhavando fragmentos de textos e músicas de grandes autores e compositores da Bahia, como Jorge Amado, Dorival Caymmi, Wally Salomão e Carlinhos Brown.
Em cena, os atores Lúcio Tranchesi e Alexandre Luis Casali vivem uma divertida (e poética) relação de aprendizado entre dois artistas, que diante da convivência recheada de admiração, ternura e certa crueldade, só conseguem se comunicar através de sua arte. Entre ensaios de números circenses, o público é apresentado a uma verdadeira homenagem à arte do teatro e do circo, onde os temas da passagem do tempo e da aprendizagem são explorados ora através do drama, ora da comédia, mas sempre carregados de grande força poética. O roteiro da peça leva a assinatura de seus dois atores. A ficha técnica do espetáculo conta ainda com nomes como Jarbas Bittencourt (trilha sonora original), Fábio Espírito Santo (iluminação), Agamenon de Abreu (cenário e adereços) e Rino Carvalho (figurino).
Eterno Rêtorno- ERê traz a história da criação do Universo, da vida e do homem, seu processo de ciclos e de evolução. Este trabalho se inicia antes do Big-Bang (há 15 bilhões de anos atrás) e se desenvolve até os dias atuais. É uma performance teatral que se desenvolve a partir da união de três elementos: teorias cientificas evolucionárias e cosmológicas; da doutrina do eterno retorno de Nietzsche; e da figura do ERÊ (um misto de mensageiro, palhaço, bufão e divindade). A partir dessa conjunção o espetáculo narra e questiona o processo evolucionário, onde aborda, com humor, através de metáforas corporais e poesias cênicas, questões múltiplas como memória, vida, tempo, realidade fabricada, liberdade, abuso de poder, violência e ecologia.
A peça pretende além de mostrar as transformações e variações da língua, valorizar esse bem cultural do país, a língua.Mudanças, às vezes imperceptíveis aos mais desatentos, são retratadas na peça, um projeto de Urias Lima, dirigida por Carmem Paternostro. Montagem que ganhou o Prêmio FUNARTE / Petrobras de Teatro Myriam Muniz do ano de 2007 – estímulo e fomento à produção e à pesquisa de artes cênicas. Direção: Carmem Paternostro Texto: Urias Lima