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Palestra "É tudo verdade. Martim Gonçalves, 100 anos. Um Legado" com Jussilene Santana
Domingo 25 Agosto 2019, 14:00

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Escola de Teatro na Bahia (Ufba) entre 1956 e 1961, o diretor e professor marcou a trajetória de importantes nomes da cultura brasileira, como Helena Ignez, Glauber Rocha, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Antonio Pitanga, Othon Bastos, entre muitos outros.

A palestra "É tudo verdade. Martim Gonçalves, 100 anos. Um Legado" integra a programação pelo centenário do diretor e será proferida pela atriz e pesquisadora Jussilene Santana, diretora do Instituto Martim Gonçalves. A programação integra o evento do centenário, com a noite do centenário a ser realizada na UNIRIO, com leitura dramática de Noite de Guerra no Museu do Prado, de Rafael Alberti, dirigida por Ewald Hackler, com atores e alunos selecionados por audição.

Noite de Guerra no Museu do Prado era uma peça que Martim estava a traduzir e pretendia encenar com a arquiteta Lina Bo Bardi no MAM/RJ, em 1973, mas o projeto não saiu do papel. Ele faleceu antes que pudesse concretizá-lo. O texto narra – a partir de fatos reais – a noite da evacuação e defesa por civis das obras expostas no Prado, durante o bombardeio de Madri, na Guerra Civil Espanhola. Como produzir arte e defendê-la em tempos turbulentos é uma das temáticas que perpassam o texto, como também apresenta parte do “imaginário” da civilização ocidental preservado pelo museu.

A programação do centenário segue com variadas atividades até o final do ano, como palestras pelos diferentes estados onde Martim trabalhou (RJ, BA, PE, SP) e exposição sobre sua vida e obra. Uma peça (“Em Alto Mar”, de Slavomir Mrozek, direção Ewald Hackler) também ficará online durante um mês, em cartaz digital. Todos os produtos são originados de amplo e variado “Arquivo-Vivo” que hoje compõe o acervo do Instituto Martim Gonçalves (IMG). Na Bahia, a Faculdade de Comunicação (Facom/UFBA) também apoia a iniciativa.

MARTIM GONÇALVES

Martim foi um nordestino do mundo, nascido no Recife e diretor na segunda fase do Modernismo Teatral Brasileiro. Ele construiu carreira sólida no Rio de Janeiro e São Paulo, com passagem fulminante por Salvador, onde criou a 1ª Escola de Teatro no país ligada a uma instituição de nível superior, a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pertencia à geração de Ariano Suassuna, Hermilo Borba Filho e João Cabral de Melo Neto, de quem era amigo, tendo com este inclusive dividido apartamento quando recém-chegados à capital carioca, no início dos anos 1940.

Diretor, crítico, cenógrafo, figurinista, professor, produtor e tradutor de obras da dramaturgia mundial que hoje fazem parte do repertório em língua portuguesa (O Balcão, de Jean Genet), Martim foi “indiscutivelmente, um dos homens de teatro mais completos do país” que desempenha tudo “com talento e rigor”, nas palavras do crítico Yan Michalski.

O centenário é realizado pelo PPGAC/UNIRIO, a partir de projeto aprovado por unanimidade para a contratação de Jussilene Santana como professora-visitante da casa, com o apoio do Instituto Martim Gonçalves. O IMG foi criado em 14 de setembro de 2017 a partir da reunião de documentos guardados por mais de 40 anos pelo cenógrafo e parceiro artístico de Martim, Hélio Eichbauer, pela família do diretor no Recife, como também pelo material recolhido por Jussilene, atriz baiana que investiga a vida e a obra do homenageado, tendo ela realizado prospecção em 10 dos 22 países que Martim morou, visitou ou fez intercâmbio.

Na Bahia, a administração Martim da Escola de Teatro (ET) da UFBA (1956-1961) marcou indelevelmente a formação de artistas que aí estudaram ou frequentaram, e que, por sua vez, se tornaram expoentes na cultura nacional, como: o cineasta Glauber Rocha, os atores Helena Ignez, Geraldo Del Rey, Antonio Pitanga, Othon Bastos, Mario Gusmão e Jurema Penna, os cantores Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Tom Zé, entre muitos outros.

Mais de 50 artistas já estão envolvidos na verdadeira Força-Tarefa que se tornou a realização desse centenário. Para concretizar as ações do evento, há uma Vaquinha aberta até 13/09/2019 (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/667040)

SOBRE O INSTITUTO

O Instituto Martim Gonçalves (IMG) é uma organização sem fins lucrativos que nasce para promover o legado, a perspectiva de Teatro, do diretor brasileiro. O Instituto Martim Gonçalves é um acervo-escola-produtora, uma empresa de economia criativa, nascida sem verba governamental e conta até agora com a "venda" de ações/produtos: peças/trabalhos/oficinas/aulas/pesquisa/consultoria/orientação particular e apoio de amigos e parceiros.

O instituto nasceu a partir de um acervo de 20 mil documentos (hoje, o número é superior), que Jussilene Santana, reuniu por 15 anos em pesquisas e viagens de prospecção pelo Brasil e mais 9 países. Nesse acervo estão incluídos os arquivos documentais guardados por quatro décadas por Hebe e Luís Gonçalves, seus irmãos, e Hélio Eichbauer, cenógrafo com quem Martim Gonçalves desenvolveu produtiva parceria nos últimos anos de vida. Todo esse material foi doado para o IMG, que passa a ser responsável pela negociação dos Direitos Autorais do artista.

O IMG existe on-line e on demand realizando projetos de Teatro (espetáculos, leituras dramáticas, aulas e exposições) e pesquisas (em formatos textuais ou audiovisuais) a partir dos interesses de artistas, pesquisadores, parceiros e, principalmente, público em geral. Tendo existido de fato – mas só agora de direito – nos últimos dez anos, já respondeu a solicitações de pesquisadores da Inglaterra, EUA, Espanha, Itália e, lógico, de inúmeros interessados do Brasil (do Recife a Porto Alegre, do Rio a Bahia, São Paulo e Minas, entre outros).

São conselheiros do Instituto Martim Gonçalves: O diretor e cenógrafo Ewald Hackler, a crítica e historiadora Tânia Brandão, o político e ativista Jean Wyllys, os atores Wagner Moura e Ciro Sales, a antropóloga e escritora Rosana Pinheiro-Machado, o dramaturgo e professor Sergio Nunes Melo. In Memoriam: o cenógrafo Hélio Eichbauer.

O Instituto Martim Gonçalves se desenvolve a partir de um acervo variado e que tem uma perspectiva de Teatro onívora. Ao longo de 30 anos de carreira, Martim Gonçalves viajou e se conectou com 22 países de todos os continentes, dialogando com profissionais de diferentes áreas (economia, administração, antropologia, educação, psicologia, política…), mas sempre as submetendo ao ‘Raciocínio Ficcional’, em última análise, acreditando na potência única que o Teatro possui de, ao criar mundos paralelos, revelar-nos sobre a essência do nosso mundo.

Em meados do século XX, no Brasil, época em que o teatro era feito por amadores com muito talento e pouca técnica ou pessoas de talento “achadas”, Martim ousou criar um ambiente de aprendizado e profissionalização em que técnicas de diversas origens fossem compartilhadas por artistas de diferentes gerações e competências. Em seu caminho institucional participou da construção da UFBA e do próprio imaginário da cultura baiana, como hoje a entendemos, estabelecendo conexões com diversos centros de produção e ensino de teatro e artes em todo o mundo. Esse desafio continua sendo o do atual IMG.

Fala de Wagner Moura

 

Valor Grátis

Quando: Terça, 27 de agosto, às 14h, comemoração pelos 100 anos de Martim Gonçalves. Ele criou a Escola de Teatro na Bahia que marcou a trajetória de artistas como Glauber Rocha, Helena Ignez, Antônio Pitanga, Othon Bastos, Caetano Veloso e

Localização  Teatro Martim Gonçalves - Canela
Rua Araújo Pinho 292. Canela
Brasil/Bahia/Salvador
40110-010

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