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Ìyèfun - Farinha dos Humanos, Alimentos dos Deuses
Quinta-feira 19 Novembro 2015, 19:00

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Ela é um dos principais elementos da culinária do povo brasileiro e da mitologia das divindades africanas, e como diz um ditado popular, sem ela ninguém trabalha. A farinha de mandioca é a personagem principal da exposição fotográfica Ìyèfun - Farinha dos Humanos, Alimentos dos Deuses que será lançada no dia 19 de novembro, às 19h, no Centro Cultural Correios. A exposição, que tem patrocínio dos Correios e realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, tem a curadoria da fotógrafa Denise Camargo, estará em cartaz de 20 de novembro de 2015 a 16 de janeiro de 2016, com entrada gratuita.

Através do olhar atento e sensível do fotógrafo Tacun Lecy, a exposição Ìyèfun (palavra em Yorubá que significa farinha) apresenta a imagética de processos humanos e sagrados de manipulação da farinha em 25 fotografias, acompanhadas de projeção de videodocumentário e de trilha sonora composta exclusivamente para a exposição.

No mês da consciência negra, mais do que mostrar o processamento da mandioca até a sua transformação em farinha, as fotografias em preto e branco de Tacun Lecy inspiram reflexões sobre a preservação do modo de fazer ancestral e a influência dos negros na produção, ressignificação e na consagração de um símbolo da cultura nacional em uma oferenda às divindades.

As fotos que participam da exposição foram produzidas entre os anos de 2012 e 2015, na casa de farinha da comunidade quilombola Pai João, localizada em Euclides da Cunha, no Sertão da Bahia, em terreiros de candomblé de Cachoeira e em Salvador. Tacun Lecy conta que a fabricação é realizada apenas uma vez por ano e feita com mão de obra familiar e a participação de membros da comunidade. "É bastante natural a participação de crianças e adolescentes que, de forma lúdica, tornam-se conhecedores dos segredos da fabricação do produto mais popular da alimentação brasileira", revela.

Além das fotografias, a exposição promove o seminário "Processo Criativo Ìyèfun", que acontece no dia 20 de novembro, às 15h, no Centro Cultural Correios, onde o fotógrafo, a curadora Denise Camargo e o compositor Cassius Cardozo contarão com detalhes os recursos utilizados para a montagem da exposição, com mediação do historiador Jaime Sodré. O público-alvo do seminário são arte-educadores, artistas e pessoas interessadas nas tradições culturais quilombolas. As inscrições podem ser feitas através do site www.tacunlecy.com.br.

Fotógrafo premiado - A carreira de fotógrafo profissional começou em 2009 e desde então Tacun Lecy tem conquistado notoriedade por suas fotografias com forte expressão das identidades afro-brasileiras, campo no qual desenvolve pesquisas e documentações fotográficas com enfoques especiais nos Candomblés Jeje-Nagô do Recôncavo Baiano e nas Comunidades Remanescentes de Quilombos da Bahia.

Premiado no Concurso Cultural Fotografe o Brasil, com exposições em São Paulo no Museu da Imagem e do Som, no PhotoImage Brasil e no Senac Santo Amaro; finalista do 19o Concurso Latino-americano de Fotografia Documental Los Trabajos Y Los Días, participando de exposição em Medellín, Colômbia; produziu as fotografias do livro Conversa Quilombola: Artesanato e Tradição do Quilombo de Campo Grande – Santa Teresinha/BA; foi curador da exposição Cidade Histórica: Uma Cachoeira de Emoções. Participou da exposição Corpo-Imagem dos Terreiros, na Caixa Cultural de Brasília, tendo fotografias publicadas no seu catálogo referência; e do projeto Confluência Encontro de Olhares, em Pernambuco.

O artista, além de apresentar um rico trabalho na arte da fotografia, também é músico, Diretor Executivo da ?m? Erinlé Comunicação Social, Idealizador e Coordenador Geral do Projeto Quilombo em Foco e Diretor Artístico do Projeto Música na Comunidade. Tacun Lecy, que no registro civil chama-se Daniel Santiago da Silva Oliveira, tem 38 anos e é pai de dois filhos (Dener e Larissa). O nome Tacun Lecy foi dado no candomblé, pelo Orixá Odé (Oxóssi) – de quem é filho –, em 2009 durante sua confirmação como Ogã no Terreiro Raiz de Ayrá (São Félix, Bahia), Casa de Axé onde exerce o cargo de Axogun.

 

Valor Grátis

Mostra fotográfica que apresenta a imagética de processos humanos e sacros de utilização da farinha de mandioca estará em cartaz no Centro Cultural Correios até o dia 16 de janeiro.

Localização  Centro Cultural Correios - Pituba
Av. Paulo VI, 190 - Pituba, Salvador - BA,
Brasil/Bahia/Salvador
40301-155

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