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Nobre Barranqueiro com Paulo Araujo. Participação: João Filho e Lia Szabo
Quarta-feira 13 Novembro 2019, 20:00

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É indissociável a paisagem seca e austera do sertão na criação artística do sertanejo; sendo que a região de Bom Jesus da Lapa é o meio termo entre o sol causticante da caatinga e as águas largas do São Francisco. Paulo Araujo exterioriza esta dualidade, atentando para a depredação gradual do ecossistema são franciscano. Em seu show Nobre Barranqueiro, o artista traz canções que buscam e insistem na preservação da cultura de um lugar, sertão e beira de rio, nascer e pôr do sol, secas e chuvas, dias e luas, sol e noites. Também traz a quebra de segredos na linguagem de um povo amigo e companheiro que ali habitam, sorrindo e querendo viver em liberdade com suas crenças e lendas. “A música rotulada de regional pode ser mais universal do que se imagina. Afinal, como disse o grande escritor norte-mineiro Guimarães Rosa, “o sertão é o mundo”. É preciso evocar o grande artesão da nossa literatura e sua frase emblemática, dita por Riobaldo, protagonista de Grande Sertão: Veredas, para entender a universalidade da arte de Paulo Araújo. Cantor, compositor, poeta, militante das causas sociais em defesa do São Francisco, o rio de sua aldeia, Paulo Araújo, à frente do grupo musical Morão di Privintina, promove uma revolução silenciosa, em sons que evocam a ancestralidade mítica do povo nordestino e marcha em direção ao futuro imaginado, sonhado, esboçado em canções de grande agudeza poética.

Nascido em Bom Jesus da Lapa, no sertão baiano, cidade batizada por Euclides da Cunha como a Meca dos Sertanejos, Paulo Araújo vivenciou, desde menino, as ricas tradições culturais do Médio São Francisco e o fervor religioso da população local e dos romeiros, que, todo ano, chegam aos milhares para visitar o santuário local. O fundo da casa dos pais de Paulo é o morro sagrado do Bom Jesus, uma formação calcária, que abriga uma igreja, centro poderoso de devoção popular. Dos benditos e ladainhas, passando pelas cantigas de cego, cantos das lavadeiras e pregões populares, nada escapou à sensibilidade ímpar do artista em formação.

Aos 14 anos, a mãe, dona Maria de Araújo, presenteou-o com um violão, apontando o seu caminho na vida e na arte. Influenciado pelos artistas nordestinos de que despontavam no cenário nacional, no fim da década de 1970, a exemplo de Alceu Valença e Zé Ramalho, Paulo começou a compor timidamente as primeiras canções. Mas só se realizou mesmo com a criação do grupo Morão di Privintina, que idealizou com o também poeta e parceiro musical João Filho, em 1998, com o fito de participar de festivais, promover encontros e levar a cabo experimentações com o linguajar, os mitos e a alma barranqueira. Com João compôs canções emblemáticas, como IMargem, Nobre Barranqueiro e Tempo de Perau, que integram o álbum Cama de Quiabento. A mistura das sonoridades do rio São Francisco e do sertão catingueiro ao rock, é a marca registrada do grupo, que lançou, recentemente, Janela do Ermo, que amplia a viagem com mais experimentalismos sonoros e poéticos.

Em 2016, a canção I-Margem foi escolhida para integrar a emblemática trilha sonora da novela Velho Chico, de autoria de Edmara Barbosa e Bruno Barbosa Luperi, exibida na faixa nobre da Rede Globo com direção artística de Luiz Fernando Carvalho. A faixa, além de ser o carro-chefe do cantor e compositor baiano, é ainda o mote do projeto cultural Canto das Águas – um Olhar sobre o Velho Chico, que percorrerá cidades banhadas pelo rio São Francisco, reunindo, além de Paulo Araújo, outros artistas, promovendo um diálogo entre a música popular e folclórica e a erudita. No momento, Paulo Araújo prepara ainda uma agenda de shows e apresentações pelo Brasil, sempre evocando as suas raízes ribeirinhas em canções que navegam pelo nosso imaginário e pela nossa memória afetiva.” Por: Lucélia Borges e Marco Haurélio

 

Valor R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Em seu show Nobre Barranqueiro, o artista traz canções que buscam e insistem na preservação da cultura de um lugar, sertão e beira de rio, nascer e pôr do sol, secas e chuvas, dias e luas, sol e noites.

Localização  Teatro do SESI Rio Vermelho
Rua Borges Reis, 09. Rio Vermelho
Brasil/Bahia/Salvador

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