Salvador, 13 de August de 2020
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A esquerda perdida. Por Cláudio Guedes
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Qua, 08 de Julho de 2020 09:35
Claudio_GuedesA entrevista de Fernando Haddad, o preparado líder petista ao Roda-Viva ontem, 6/7, acendeu de novo as críticas ao PT e ao próprio entrevistado pelos comentários que fez aos comportamentos de Ciro Gomes e FHC em episódios recentes e marcantes da vida política nacional.

Não sou petista, nunca fui. E faço questão de afirmar isso, ainda que não me incomode nem um pouco ser visto como petista por muitos. Sou o que sou, um democrata radical que sonha - sonhar é permitido, ainda - com um socialismo libertário, generoso e pleno de justiça social. Minha defesa do PT, em muitos momentos, é porque reconheço neste partido um comprometimento importante com a democracia e com políticas sociais inclusivas inéditos na vida nacional.

Mas voltemos a Haddad.

Acho que as críticas que ele fez ao Ciro Gomes e a FHC foram elegantes e comedidas. Haddad é um gentleman, um intelectual discreto e elegante. Nos gestos, nas palavras e ontem, no Roda-Viva, até no vestuário - uma roupa simples, toda preta, muito charmosa. Por que criticar Haddad pelos comentários a personalidades que se omitiram e falharam em 2018? Ou alguém razoável e inteligente pode aplaudir o abandono do país de Ciro Gomes em pleno processo eleitoral do qual ele participou até a sua derrota em primeiro turno? O processo eleitoral democrático não possui dois turnos? Ou foi um gesto razoável FHC, com toda a sua história intelectual e em defesa da democracia contra o regime autoritário que o perseguiu e o exilou, ter declarado neutralidade no embate Bolsonaro x Haddad? Não havia no confronto ameaças graves ao regime democrático por parte de Jair Bolsonaro? Quando que este se mostrou um político com compromissos com a democracia e com as instituições republicanas? Convenhamos.

A questão de fundo é que certa esquerda - perdida na sua busca desesperada por um centro inexistente no país - não aceita o fato concreto e objetivo que o PT tem a hegemonia entre as forças de esquerda e centro-esquerda no país.

E por que tem esta hegemonia? A resposta é mais simples do que parece. O PT é hegemônico na esquerda porque têm mais votos - 29% no primeiro turno em 2018 e 47% no segundo, são muitos votos ou não? Poderia acrescentar: o PT é hegemônico porque possui a maior bancada de deputados federais entre todos os partidos nacionais (de esquerda, de centro ou de direita) e porque é o partido líder em militância e em popularidade no país. É pouco?

Portanto amigos da esquerda e centro-esquerda vamos buscar o diálogo com o PT de forma generosa, reconhecendo o valor que o partido possui e, claro, não deixando de criticá-lo quando entendermos que a crítica é necessária.

Desarmar os espíritos e as mentes entre nós é preciso, mesmo porque quem gosta de armas são os nossos adversários.

Por Cláudio Guedes

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