Salvador, 14 de August de 2020
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Saudades do que não fiz. Por Zuggi Almeida
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Sáb, 11 de Julho de 2020 18:02
Zuggi_Almeida2Eis-me aqui em enclausuramento compulsório. Preso às vontades, os desejos e os interesses dividindo o espaço com a solidão.

O bilhete aéreo perdido jaz na gaveta junto a boletos não pagos, intimações judiciais e consultas médicas.

Silêncio por favor! Preciso escutar o barulho do meu coração sincronizado no ritmo desses dias iguais e insossos.

O relógio já não bate, o tamborim já não bate, nem os automóveis colidem na mesma velocidade das madrugadas frenéticas.

Um calendário que não revela a manhã seguinte. Dias anônimos e invisíveis a entrar e sair pela porta indiferentes a qualquer tipo de coisa. Mesmo as mais simples como um pão com manteiga e uma média com leite, na padaria da esquina.

Não existe rotina apenas o vazio do tédio.

Acho que a muqueca de bacalhau de Dadá da São Joaquim não vai ser levada ao fogo, nem irei à missa.

Me parecer ser sexta-feira.

Interessante como abriamos nossa caixa de coisas boa pra fazer sempre nas sextas.

A felicidade só existia na sexta permanecia no sábado e voltava a dormir no domingo.

Quem deu a pista foi uma sempre-viva que cultivo num vaso de plantas adquirido em certa exposição de flores num determinado local cujo endereço esqueci. A sempre-viva me desperta quando é sexta. Acredito.

Ando pensando em deixar que os sonhos saiam perambulando pelas ruas. Quem sabe retornem com novidades? Ou percam-se no caminho de volta pra casa?

Aí vai ser foda ! Só restará a solidão escrota que insiste em se alojar na bagaça desse apartamento, e nem foi convidada.

Preciso beber um milome urgente. O último gole na garrafa foi sorvido durante uma audição amarga dos clássicos de Lupicínio por Jamelão.

Quero sentir o doce da vida, comer peixe frito, correr na praia, gargalhar por qualquer coisa, assistir um show da baiana system ( nunca vi!), comprar uma calça nova, adotar outro gato, visitar amigos, fazer uma limpeza de corpo, consertar meu carro, comprar os parafusos da prateleira, ir no Santo Antônio, dar um abraço em Alaíde, fazer um piquenique e atravessar pra Mar Grande.

Apenas isso.

Andei pesquisando sobre quiromancia na internet. Imaginem que até o destino está online!

É mole, minha nega?

A linha da vida está nas suas mãos, por isso lave com bem sabão e use álcool em gel.

Até a próxima sexta!

*Zuggi Almeida é um cronista baiano do litoral.

#VidasNegrasImportam

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