Salvador, 16 de dezembro de 2017
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Documentário sobre Guimarães Rosa estreia em Salvador na Sessão Abraccine
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Qui, 20 de Abril de 2017 20:21
Guimares_RosaEm sua segunda edição, a Sessão Abraccine promove a circulação e o debate do documentário “Outro Sertão”, de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela. Resultado de mais de dez anos de pesquisa sobre o turbulento período em que Guimarães Rosa viveu na Alemanha, o filme, premiado no Festival de Brasília e Mostra de São Paulo, será visto nas próximas semanas em dez cidades brasileiras: Belém (PA), João Pessoa (PB), Recife e Afogados da Ingazeira (PE), Maceió (AL), Salvador (BA), São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Porto Alegre e Pelotas (RS).  
Após cada sessão, debates oferecem a oportunidade de aprofundar questões sobre cinema e o próprio filme com especialistas em literatura e cinema documental, como em Salvador, com o crítico de cinema João Paulo Barreto e a mestre em Teoria Literária pela UFBA, Evelin Balbino.  
Ao estabelecer parceria inédita com salas independentes, a Sessão Abraccine amplia um circuito que até então contava com quatro cidades. “A produção no país continua forte, mas a reflexão cinematográfica, fundamental para a construção de uma identidade brasileira nas telas, vem sofrendo um grande déficit, com filmes entrando e saindo de cartaz sem o devido debate”, diz o presidente da Abraccine, Paulo Henrique Silva. “A Sessão Abraccine vem preencher esse vazio, apresentando um olhar diversificado sobre filmes que, em seus propósitos, são capazes de nos mostrar outros lugares, outros Brasis. É o caso de ‘Outro Sertão’, que, como seu título já deixa claro, exibe uma história até então pouco conhecida, sobre o escritor Guimarães Rosa e Aracy Moebius de Caravalho”.  
“Ficamos felizes com o convite da Abraccine, sobretudo porque o filme não contou ainda com uma distribuição regular em cinema e TV”, diz Soraia Vilela. “É mais uma oportunidade de revelar esse aspecto até então desconhecido da trajetória do Guimarães Rosa. Em momentos complexos como o que atravessamos atualmente, tanto no Brasil em especial quanto no mundo, é essencial relembrar os regimes arbitrários da história, bem como as formas de resistência a eles”.
Sobre o filme: Dividido em capítulos – a chegada, o amigo, o diário, o escritor, o diplomata, o alarme e a partida – “Outro Sertão” rastreia os quatro anos vividos por Guimarães Rosa em Hamburgo. Imagens, em grande parte feitas por amadores alheios à estética oficial da propaganda nazista, esboçam o cenário no qual Guimarães Rosa viveu desde sua chegada na Alemanha, em 1938, até sua partida em 1942. Trechos de cartas, contos e anotações em off revelam suas impressões pessoais. Documentos inéditos (alemães e brasileiros) e testemunhos de judeus que fugiram para o Brasil por Hamburgo, bem como de amigos e críticos, recriam a experiência do diplomata na Alemanha nazista.
Realizado após mais de dez anos de pesquisas na Alemanha, Brasil, Israel e Portugal, o filme registra a a relação de Guimarães Rosa com a cultura alemã desde sua infância, bem como sua atuação como diplomata em um momento crítico da história mundial. Além de revelar um conteúdo histórico desconhecido e de grande relevância, o documentário traz uma entrevista inédita, realizada com João Guimarães Rosa na década de 1960 na Alemanha, na qual ele próprio fala de sua obra e de sua atuação como escritor e diplomata. Até então, não se tinha conhecimento de praticamente nenhuma imagem em movimento do escritor.
“Outro Sertão” procura detectar o papel exercido por Guimarães Rosa no consulado através de uma análise detalhada da correspondência diplomática do período, do relato de historiadores e da comparação com dados de outras representações diplomáticas brasileiras na Alemanha naquele período. Documentos da Gestapo mostram como as autoridades nazistas espionaram Guimarães Rosa, observando o “comportamento impróprio” do então vice-cônsul.
O filme apresenta a visão deste que foi o único escritor latino-americano a viver na Alemanha durante o nazismo. Imagens de época esboçam um cenário no qual Guimarães Rosa viveu, que se contrapunha à imagem positiva do país que o escritor iniciante, ex-aluno de um colégio de padres alemães em Belo Horizonte, mantinha desde a infância. E que levanta a questão: em que sentido a vivência neste “outro sertão” – árido e difícil – foi fundamental para a constituição da obra daquele que foi um dos maiores escritores brasileiros do século 20?
Sobre a Abraccine: Criada em 2011, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema é a primeira entidade nacional a reunir críticos de todas as regiões do país: são mais de 100 associados de 16 estados. A entidade organiza júris em diversos festivais de cinema, concede prêmios, organiza livros, promove cursos e seminários, e trabalha pela inserção da crítica nos mecanismos de discussão das políticas pelo cinema brasileiro.
Os convidados:
Evelin Balbino é graduada em Letras Vernáculas, pela Universidade Federal da Bahia. É Mestre em Teoria da Literatura, pelo Programa de Pós-Graduação, na mesma instituição. Participa do grupo de pesquisa A poética e a política do corpo-rede e do corpo-arquivo, coordenado pela Prof.ª Dr.ª Cássia Lopes, na condição de pesquisadora bolsista. Atualmente cursa o último ano do Doutorado em Teoria da Literatura e Literatura Comparada, tendo como objeto de análise a obra contística de Mia Couto. A tese de doutoramento busca estabelecer relações entre a obra do escritor moçambicano e as teorias do reencantamento do mundo. 
Formado em Jornalismo pela Faculdade Social da Bahia, João Paulo Barreto teve sua graduação voltada para a análise e pesquisa fílmica das obras de Martin Scorsese e Fernando Meirelles. Atualmente, trabalha como curador e crítico de cinema, sendo membro da equipe de curadoria e produção do Panorama Internacional Coisa de Cinema, onde, desde 2012, participa da seleção das obras exibidas no festival, bem como realiza a tradução e legendagem das obras estrangeiras. Colabora como crítico de cinema para o Jornal A Tarde, Revista Muito, para o site Cabine Cultural, além de escrever no âmbito do cinema para o blog Película Virtual e no campo da crítica musical para o portal Scream&Yell.  Participou de diversas oficinas de crítica e análise cinematográfica com profissionais como Jean-Michel Frodon (Le Monde e Cahiers Du Cinéma), João Carlos Sampaio (A Tarde).
SERVIÇO
26/4, às 18h30 - Sala Walter da Silveira (Salvador-BA); debate com o crítico de cinema João Paulo Barreto, a professora Evelin Balbino (UFBA).

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