Salvador, 21 de outubro de 2017
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A informação, a comunicação e a velocidade do tempo hoje. Por Joatan Nascimento
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Qui, 20 de Abril de 2017 06:31

Joatan-NascimentoAmigos, a minha nítida impressão é a de que o tempo, hoje, corre demais. Não é pelo tempo em si, mas pela quantidade de informações que nos chegam. E chegam sem pedir licença, sem que você as queira, sem que você precise delas. Um horror! Acho!
Estamos cercados de tanta informação que, ao fundo e ao fim, não temos capacidade para apreender o que de fato é útil, cercados que estamos de tanta coisa fútil....
E a velocidade da comunicação? As conversas, as perguntas e as respostas não podem esperar. É o celular que toca, é o SMS, são os e-mails, é o Facebook, é o Messenger do Face, é o Instagram, é o Tweeter, são os blogs, são os sites... e o maior de todos, o Whatsapp, ou zap, se você já se sente de casa.
Me lembro de que no meu tempo de criança e adolescente, não tínhamos telefone em casa. A comunicação era na base da fumaça, pombo correio, tambores, mensageiros a cavalo e o orelhão, com a cartelinha com cinco fichas, cada uma lhe dando o direito de falar por três minutos. Três! Só três minutos - ou quinze, se você se dispusesse a gastar tudo de uma vez.
Em 1982 toquei o meu primeiro carnaval. Eu mesmo consegui a "gig", acertei o valor, me informei do repertório, dos lugares onde iria tocar e me programei para cumprir os horários. Não tinha essa de confirmar. Se estava marcado, estava marcado.
Comuniquei aos meus pais e lá fui eu de buzu - o que sempre havia feito desde os cinco anos - sem nem mesmo suspeitar a que horas estaria de volta. Era normal!
Chegava em casa, depois de uma das tocatas, descansava, comia e lá ia de novo para a outra. Um baile ali, uma matinê acolá, um bloco de rua lá adiante.
No último dia, depois do último compromisso, fomos todos (eu no trompete, o dono da "gig", trombonista àquela altura com os "beiços" estourados, os dois saxofonistas, os dois surdos e o rapaz do tarol) pra Satuba, cidade vizinha a Maceió. Tinha o "bota fora" no clube de lá e íamos reforçar - nem sei como, porque só havia feridos e mutilados.
Avisar aos meus pais ? How? Só cheguei em casa no fim da tarde da quarta feira de cinzas. Ninguém matou, ninguém morreu, ninguém se desesperou, ninguém enlouqueceu.
Alguém dirá: "os tempos eram outros!" Direi: "sim, eram, e cada qual no seu tempo, com a realidade que aquele tempo ofereceu."
Hoje, não conseguimos sair de casa sem o celular. Conferimos os recados ainda andando pela rua, a ponto de cair num bueiro e ir parar no centro da Terra. Sentamos ao lado de alguém num bar ou restaurante e lá estamos postando, "selfiando", respondendo, perguntando, sabendo, vendo, se comunicando com o outro lado, mas quase nada com quem está ao seu lado. Não sabemos mais.
Já quase não sabemos do gosto de um abraço, de olhar nos olhos, do toque, dos beijos, do som real.
É isto o que queremos? É assim que o século XXI vai deixar a sua marca nas relações interpessoais? Servimos à informação ou à comunicação, ou nos serviremos dela?

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