Salvador, 19 de outubro de 2017
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Fafá De Belém. Idade: 60. Carreira: 42. E ainda quer mais. Por Roberto Sant'Ana Sant'Ana
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Ter, 11 de Julho de 2017 01:47

Roberto_SantAnaDisseram-me que artista bom era aquele que vendia muitos discos e que lotava os teatros e casas de show. Ainda bem que não acreditei nessa conversa.

Se isso fosse uma verdade o que fariamos da Elis até o Falso Brilhante. E o Caetano o Gil (até Só quero um xodó) a Gal Costa (até Gal canta Caymmi), Maysa, Angela Maria, Dalva de Oliveira, Cauby Peixoto, Tom Jobim, Dolores Duran, Baden Powell, tantos outros até João Gilberto.

Disseram-me ainda que na Amazonia não tinha pedras. Grossa mentira.

Nos idos anos 70 do século passado, andando turisticamentepelas ruas de Belém do Pará, saboreando da sombra ofertado por suas centenárias mangueiras, pude garimpar uma pedra super-preciosa. Tinha, ao bruto, muita luz e um brilho cristalino que ofuscava e de grande valor. Essa dita pedra é a nossa Fafá de Belém.

Ouvindo-a cantar uma canção da dupla (pai e filho) Paulo André e Rui Barata constatei que eu era um bom cão perdigueiro farejador. Sabia que estava diante de uma futura grande artista para o rico cancioneiro do Brasil.

Podem constatar junto ao Heleno de Oliveira, Armando Pitigliani,

Luigi Hoffer, Jairo Pires,Roberto Menescal ou ainda aos espíritos de Ary Carvalhaes e Umberto Contardi. Todos comma mesma época na Phonogram/Polygram sob a batura do Maestro André Midani.

Depois do nosso primeiro encontro e por se tratar de uma moçoila de 16 anos e para não ser acusado de pedófilo, fui direto para a casa dos seus Pais e levei um papo com o Sr. Joaquim Palha de Figueiredo, seu Pai. Acabei aceitando um pato no tucupi no jantar e adormecí numa rede gostosa na varanda da casa e sendo acordado pelo Joaquim para o café da manhã bem farto.

Tratamento de nobre.

Dois anos depois a recebí liberada pela família para tentar a vida artística. Fafá a toda hora me falava: "quero ser uma estrela". E eu aproveitava para ensinar-lhe a mumunha da vida de cantora. Exigia amizade e disciplina. Ela foi muito obediente sempre.

Passou pela e estreou nos palcos baiano onde recebeu um abençoado AXÉ!
Eu, o poeta Walter Queiroz e o grande Jorge Amado demos a benção e os seus caminhos foram abertos. Por uma coincidência divina, logo em seguida, Fafá veio a gravar a música do poeta Walter Queiroz "Filho da Bahia" para a novela Gabriela do Jorge Amado e produzida por mim . Reparem que somos, os três,baianos. E os caminhos eatarão sempre abertos.

Quem disse que beleza é que põe mesa. Para ser uma boa cantora tem que ter talento, carisma e consistencia. Não foi a beleza, nem o sorriso largo e nem a fartura dos seios que a mantiveram aqui até hoje. Absolutamente não!

 


PRIMEIRO DISCO - TAMBA TAJÁ.
Fiz uma grande misturada, um sarapatel musical. Convidei para esta panela Waldemar Henrique, Catulo da Paixão Cearense e Mariogo e os juntei a Paulo André e Rui Barata e Nilson Chaves.

A turma de Minas com a turma da Bahia. Receita servida partimos para o show a ser encenado no palco do Teatro Casa Grandei no Leblon. Direção do saudoso Fernando Peixoto de saudosa memória e cenários Ricardo Lipper

Ela com sabedoria soube nadar nas aguas de muitos mares, diversos rios, tantas baías. Experimentous gêneros musicais sem mêdo e com galhardia. Levou de Parintins para a Europa o canto

do povo amazonense. Fez o Benfica, toda Lisboa e todo o Portugal cantarem o "Vermelhô" do Boi Garantido. Em uma só voz.

Aquela pedra garimpada no Belém, quase extremo norte do nosso continental País continua brilhando para olhos e ouvidos dos brasileiros de todas as crenças e raças. Vai experimentar uma nova profissão. Será atriz de novela . Será que tem quem não acredite no seu sucesso novelesco???

Quero, necessito mesmo amiga recordar com saudade imensa dos amigos de primeira hora e de imensa sensibilidade que são Augusto César Vanucci e Nilton Travesso. Serei sempre grato.

Fafá querida e doce, saiba que tenho muito orgulho do seu talento, do seu caminhar nestas estradas tão esburacadas, sinuosas e perigosas. Andaste bem, sem titubear, sem derrapagens, sem cair. Firme, forte, digna.

O orgulho maior de ter sido eu a enchergar no asfalto preto das ruas de lá com manchas amarelas nas quedas das mangas, a pedra que já me referí.

Seu enorme talento muito me envaidece. Por isso continuo a chamá-la:
FAFÁ, DE BELÉM, DO PARÁ, DA AMAZÕNIA, BRASILEIRA.
UM ORGULHO NACIONAL

Fafa_de_Belem

Fafá de Belém

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Última atualização em Ter, 11 de Julho de 2017 01:53
 

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