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Espetáculo Virtual "Do outro lado do mar"
Domingo 13 Junho 2021, 19:00

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Primeira versão brasileira da obra de Jorgelina Cerritos, uma das mais importantes dramaturgas de El Salvador, Do Outro Lado do Mar estreia dia 30 de maio de 2021, em formato digital, com encenação de Marcio Meirelles. O elenco é formado por Andréa EliaEdu Coutinho, que também assina a tradução do texto para o português, com a colaboração de Meirelles. As sessões acontecem ao vivo, no Novo Vila Virtual, palco virtual do Teatro Vila Velha, sempre aos domingos, às 19h, até 20 de junho. O projeto é realizado pela Companhia Teatro dos Novos em parceria com o Toró Teatro. Os ingressos estão à venda em www.sympla.com.br/vilavelha.

O texto, que rendeu à autora Jorgelina Cerritos o prêmio Casa de las Américas, em 2010, já foi montado em países como Cuba, Costa Rica, Guatemala, Panamá, República Dominicana e Estados Unidos, e ganha agora a sua primeira versão no Brasil. No dia 2 de junho, quarta-feira, haverá bate-papo aberto ao público com a autora Jorgelina Cerritos, a partir das 19h, com transmissão gratuita pelo Canal no YouTube do Teatro Vila Velha (www.youtube.com/teatrovilavelha)

A peça acontece em uma praia deserta, onde foi instalado um balcão de atendimento da prefeitura para serviços burocráticos. Ali, uma funcionária pública dedicada e prestes a se aposentar espera sozinha alguém que apareça precisando do seu trabalho. De um barco chega um homem jovem, sem nome ou sobrenome, que não sabe onde nasceu, em busca da emissão de um documento que comprove a sua existência. Assim surge uma história sobre identidade real e identidade oficial carregada de poesia que, com aparente simplicidade, provoca uma profunda reflexão sobre o trabalho, a solidão e a busca de identidade.

"O texto estava entre uma série de livros latinoamericanos de dramaturgia que comprei numa espécie de feira latino-americana, num festival de teatro, e que ainda não tinha lido. Edu e eu tínhamos o desejo de montar uma nova peça juntos, então entreguei os livros para que ele lesse e propusesse. Um dia ele me falou que era este, mandou parte da tradução e topei", conta o encenador Marcio Meirelles.

"É um texto que nos pega primeiro pela poesia, pela beleza das imagens contidas nas palavras, e que vai sutilmente nos virando de frente para as contradições dessa sociedade ocidental, capitalista, que padroniza os modos de vida e determina quais vidas valem mais, quais valem menos, quais aquelas que nem sequer existem", comenta Edu Coutinho, ator e produtor do projeto. "Me encantei na primeira leitura e imediatamente comecei a traduzir. Eu e Marcio convidamos Andréa Elia para interpretar a personagem feminina e, em poucas semanas, já estávamos ensaiando, revendo juntos a tradução, montando a equipe, conversando com a autora", conta Edu.

"Do outro lado do mar" é construída a partir do encontro entre dois personagens com histórias de vida e visões de mundo radicalmente contrastantes. Dorotea, mulher mais velha, funcionária pública responsável pela emissão de documentos, persegue uma ideia de sucesso associada à produtividade: vive para o trabalho e busca a felicidade sendo útil, servindo ao público. Já o jovem Pescador vive no mar, a princípio livre de qualquer preocupação com uma vida "oficial": não tem nome, sobrenome, endereço ou qualquer documento. Numa relação que muda constantemente de frequência e temperatura, como o mar, o texto vai revelando também os diversos pontos que aproximam essas duas pessoas. Nada é óbvio, como lembra a atriz Andréa Elia: "Venho conhecendo Dorotea, nascida da profunda e sensível escrita de Jorgelina Cerritos. Lembro do que ouvi de Márcio nos primeiros ensaios, quando queríamos entender as personagens: 'Se explicarmos muito o mistério se perde'".

A autora salvadorenha Jorgelina Cerritos tem também sido uma parceira do projeto desde o início. É a primeira vez que um texto seu é montado por artistas brasileiros, embora apenas a peça "Al otro lado del mar" já tenha sido encenada em seis países diferentes: "É muito significativo que a peça tenha a capacidade de dialogar com criadores, criadoras e espectadores da cena internacional, pois me confirma a universalidade e a força da palavra dramática, essa palavra que nos habita e nos fecunda para além das fronteiras".

Sobre as expectativas para a montagem brasileira, Jorgelina conta que a maior delas é o diálogo, o encontro, e que essa já foi cumprida. "Com as conversas que tive com parte da equipe de criadores vem à tona a intensa conexão que o texto lhes provocou. Espero que o espectador faça junto conosco a viagem que o texto propõe até o vital, até o humano, até aquilo que costuma ser tão fugaz e efêmero como o teatro e como a vida", complementa.

À equipe artística somam-se Caio Terra e Ramon Gonçalves, que assinam a direção musical; Clara Trocoli, responsável pela assistência de direção; Rafael Grilo, responsável pela produção audiovisual; Erick Saboya, que assina o cenário; e Moisés Victório, que assina o desenho de luz e a transmissão ao vivo. Todos trabalhando remotamente, cada um em sua própria casa.

Teatro no espaço virtual

Desde o início do isolamento social, Marcio Meirelles tem pesquisado intensamente as possibilidades desse novo território chamado por muitos de webteatro. "Tenho trabalhado há um tempo sobre a ideia de um teatro na internet, onde se compartilha o mesmo espaço (virtual), o mesmo tempo (real) e as presenças da cena e do público (virtuais). Com a pandemia, no Brasil, o único espaço que podemos usar como palco, com responsabilidade, é o das plataformas onde a cena e o próprio teatro (lugar de onde se vê) são virtuais. As experiências anteriores à pandemia me ajudaram a compreender e usar as possibilidades destes novos palcos e suas engrenagens e ferramentas. O bônus de tanto ônus político e afetivo é que se pode fazer teatro agora com um elenco geograficamente disperso, unido pelos aplicativos e programas numa mesma cena; e podemos também assistir e ser vistos em e de qualquer lugar do mundo", relata o encenador. Como resultado dessa pesquisa, Meirelles estreou com a Companhia Teatro dos Novos os espetáculos virtuais "Fragmentos de um teatro decomposto" (2020), "As Palavras de Jó" (2020), "Quem não morre não vê Deus" (2021) e "Casals+Picasso+Neruda: Os três Pablos guerreiros contra o dragão da maldade" (2021).

Questionada sobre o que pensa do teatro virtual, a autora Jorgelina Cerritos compartilha: "Penso que o teatro lutou para sobreviver à pandemia tanto quanto nós, e nessa luta encontrou caminhos e inventou possibilidades. Acredito que tanto o teatro que se fez durante a pandemia através da virtualidade, quanto aquele que não se fez, resultam em batalhas e resistências. Em todo caso, neste momento político latino-americano e mundial, parece urgente que nos questionemos, novamente, sobre o teatro que faremos de agora em diante, para além dos meios que utilizaremos, para que sejamos claros sobre a nossa posição no jogo midiático que devora o mundo e suas relações de poder".

Ficha Técnica:

Texto: Jorgelina Cerritos. Tradução: Edu Coutinho com a colaboração de Marcio Meirelles.  Encenação: Marcio Meirelles. Elenco: Andrea Elia e Edu Coutinho. Direção musical: Caio Terra e Ramon Gonçalves. Cenografia: Erick Saboya. Desenho de luz e direção de transmissão ao vivo: Moisés Victório. Vídeos: Rafael Grilo. Assistência de direção: Clara Trocoli. Arte gráfica: Ramon Gonçalves. Assessoria de imprensa local: Núcleo de Comunicação do Teatro Vila Velha. Assessoria de imprensa nacional: Adriana Balsanelli. Produção: Edu Coutinho. Realização: Toró Teatro, Companhia Teatro dos Novos e Teatro Vila Velha.

Serviço:

Espetáculo virtual

"Do outro lado do mar"

Sessões: 30/05, 06/06, 13/06 e 20/06, domingos, 19h
Ingressos a partir de R$10,00
Vendas em www.sympla.com.br/vilavelha
Transmissão: Novo Vila Virtual - palco virtual do Teatro Vila Velha

SOBRE A EQUIPE

Jorgelina Cerritos (dramaturgia)

Dramaturga, atriz e professora universitária salvadorenha. Fundadora do Coletivo Teatral Los del Quinto Piso, coeditora da coleção Cuadernos de Dramaturgia Centroamericana e facilitadora do programa de formação em escrita dramática do projeto Didascália. Autora de mais de trinta textos teatrais para públicos infantil e adulto, tem recebido diversos prêmios literários nacionais e internacionais, entre eles o Premio Literario Casa de las Américas (2010), Premio de Teatro Latinoamericano “George Woodyard” (2011), Bienal Internacional de dramaturgia femenina “La escritura de las diferencias” (2012). Em El Salvador recebeu o título Gran Maestre en Dramaturgia Infantil e Gran Maestre en Dramaturgia para adultos (2004 e 2013, respectivamente). Suas obras têm sido publicadas, montadas e traduzidas em diversos países. Além do teatro, dedica-se à escrita de contos e poesias, áreas em que também ministra oficinas voltadas à escrita criativa e ao incentivo à leitura para crianças, jovens e professores da primeira infância e educação básica.

Marcio Meirelles (encenação)

Fundador do grupo Avelãz e Avestruz, 1976-1989. Criador e diretor do Espaço Cultural A Fábrica (1982) e diretor de um dos maiores centros culturais do Brasil - o Teatro Castro Alves (1987-1991). Em 1990 criou juntamente com Chica Carelli o Bando do Teatro Olodum. Revitalizou o Teatro Vila Velha, e assumiu a direção artística em 1994. Entre seus trabalhos no teatro, destacam-se: o espetáculo Ó Pai Ó!, com o Bando de Teatro Olodum, Candances - A Reconstrução do Fogo, 2003, do grupo carioca Companhia dos Comuns, que virou samba enredo do Salgueiro no carnaval de 2007. Também co-dirigiu, com Werner Herzog, o espetáculo Sonhos de uma Noite de Verão, no Rio de Janeiro, para a ECO 92. Dirigiu, para o Bando, nova versão da comédia de Shakespeare premiada como melhor espetáculo pelo Prêmio Braskem, 2006. Foi Secretário de Cultura do Estado da Bahia, 2007-2010, e em junho de 2011 assumiu novamente a direção do Teatro Vila Velha, onde criou em 2013 a Universidade Livre de Teatro Vila Velha. Dirigiu mais de 100 espetáculos, entre realizações no Brasil, na Europa e na África.

Edu Coutinho (tradução e atuação)

Ator e mestre em artes cênicas pela Universidade Federal da Bahia. Atuou em espetáculos como “Jango: Uma Tragedya”, de Glauber Rocha, dirigido por Marcio Meirelles; "O Burguês Fidalgo", de Molière, dirigido por Gustavo Gasparani; e “Dark Times/A Santa Joana dos Matadouros”, de Bertolt Brecht, dirigido por Paulo Cunha. Atuou e produziu diversos espetáculos da Cia Ouroboros dirigidos por Zeca de Abreu, como “Distopias” e “Eu, Você e Todo Mundo". Integrou o elenco da novela “Bom Sucesso”, de Rosane Svartman e Paulo Halm, na Rede Globo. Em 2021, passou a integrar o elenco da Companhia Teatro dos Novos. Também formado em Jornalismo pela UFBA, desde 2016 produz e apresenta o programa “Lusófonos”, veiculado pela Rádio Educadora, e em 2020 produziu, dirigiu e apresentou o “Festival Lusófonos”, exibido pela TVE, que reuniu artistas de sete países de língua portuguesa.

Andréa Elia (atuação)

Andréa Elia é uma empreendedora das Artes Cênicas, atuando há 30 anos como atriz, professora e diretora teatral. Vencedora do Prêmio Braskem de Teatro, na categoria melhor atriz em 2010 pelo espetáculo “As Velhas” de Luiz Marfuz. Em 1995 foi vencedora do Concurso Melhor de 3 do Faustão, valendo um contrato com a Rede Globo. Sua atuação se consolidou fora de Salvador com o espetáculo Divinas Palavras, marco nos Festivais de Curitiba, Londrina, São Paulo e Recife. Ganhou projeção internacional atuando no espetáculo Kaô, que representou a Bahia em Moscou, Espanha e Portugal em 2001. Em 2010 celebrou 30 anos de carreira com o monólogo “A Caixa Não é de Pandora” apresentado nos Festivais de Porto Alegre e Recife. Interpretou Maria Madalena na Paixão de Cristo por 5 anos, sob direção de Paulo Dourado. Há 20 anos vem ministrando aulas para a formação em Teatro no Villa Campus de Educação, Acbeu e há dez anos no Grupo LM.

Companhia Teatro dos Novos (realização)

A  Sociedade Teatro dos Novos foi criada em 1959 por Othon Bastos, Carlos Petrovich, Sônia Robatto, Echio Reis, Tereza Sá (Maria Francisca) e Carmem Bittencourt, com a liderança do diretor João Augusto. E logo a Companhia Teatro dos Novos começou a atuar com a participação de muitos artistas colaboradores, como Mário Gusmão, Marta Overbeck, Wilson Melo, Carlos Bastos e Miguel Calombrero. Nomes imprescindíveis ao cenário cultural brasileiro a partir dos anos 1960. Em 1964 o grupo inaugurou o Teatro Vila Velha com o objetivo de ter um espaço para criar, produzir e pensar sua época numa perspectiva ampla, através do teatro, explorando novas linguagens, pesquisando tradições cênicas e dramatúrgicas e colocando-se na vanguarda das artes performáticas na Bahia. Ao longo de seis décadas a companhia teve diferentes formações. Em 1995 a Sol Movimento da Cena estabelece parceria com o Teatro dos Novos que inicia experimentos como o 3&Pronto e oficinas. Com a reinauguração do Vila, em 1998, sob a direção artística de Marcio Meirelles conduzindo os atores do grupo original, participantes das oficinas e convidados, como Cristina Castro, Neyde Moura, Viviane Laerte, Gordo Neto, Gustavo Melo, Rui Manthur, o Teatro dos Novos retoma plenamente suas atividades artísticas. Em 2018, seu diretor artístico e a atriz e diretora Chica Carelli mais uma vez reestruturaram o Teatro dos Novos, com jovens atores e atrizes egressos da universidade LIVRE, programa de formação em artes do palco, desenvolvido e mantido pela companhia desde 2013 para isso. Desde sua criação o Teatro dos Novos já montou 87 espetáculos, além de participar da produção de muitos eventos.  Desde o início, experimentação e encontros têm sido os eixos conceituais das produções da companhia e o Teatro dos Novos promove tanto o diálogo com autores de seu tempo, quanto a contextualização de autores clássicos e seus temas para a paisagem conturbada do tempo contemporâneo.

Contato  Exibição: Canal no YouTube do Teatro Vila Velha (www.youtube.com/teatrovilavelha)

Valor A partir de R$ 10 Vendas em www.sympla.com.br/vilavelha

Premiada peça de El Salvador. Texto teatral rendeu à autora Jorgelina Cerritos o prêmio Casa de las Américas, em 2010. Primeira montagem brasileira tem encenação virtual de Marcio Meirelles com Andréa Elia e Edu Coutinho no elenco.

 

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