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Cadeia Produtiva Insustentável. Por Liliana Peixinho
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Meio Ambiente & Sustentabilidade
Seg, 18 de Agosto de 2008 05:45
Que escolas, agências de publicidade, empresas e perfis de consumidores realmente estão colocando em prática atitudes de mudança no consumo em nome da preservação da vida?  Visito faculdades, empresas e instituições que têm projetos ditos "sustentáveis",  mas  que não passam das idéias. Dê-se o cuidado de parar nos corredores onde ficam os coletores de resíduos, por exemplo, e se olhar, com cuidado,  verás que o plástico está no vidro, o vidro no alumínio, o alumínio no orgânico e por ai vai. Visite um supermercado, uma casa de material de construção civil ou uma loja de eletrodomésticos e terás o termômetro exato do quê continua sendo oferecido para atender às demandas de um modelo de consumo incentivado pela publicidade, ainda comprometida com o capital do século XX. O discurso continua distante da prática.

 Mais do que entender os efeitos negativos provocados pelo Aquecimento Global e as grandes catástrofes verificadas nos últimos anos, está faltando ao Ser Humano entender, interiorizar, absorver, no coração, alma e cérebro, que a felicidade em Ser pode estar na busca do encontro com o outro. E que para isso é necessário caminhar nessa direção, enfrentar  obstáculos, abrir mão de comportamentos egoístas, imediatistas, superficiais e meramente repetitivos, convencionais, para transgredir, subverter e quebrar  regras milenares em nome da dinâmica natural das leis do Universo, com renovação, invenção, criatividade,  compromisso e prazer em fazer.

Quando a didática de escolas públicas, particulares e comunitárias,  passar a ter compromisso com a informação como instrumento de poder para a transformação, e não como subsídios estatísticos de não evasão ou aprovação de alunos para atender justificativas de recursos alocados em rubricas do Governo, poderemos estar no começo das mudanças que a Humanidade necessita para ir ao encontro de si mesma. Por enquanto continuamos registrando a lamentação de pais que se esforçam, se escravizam e se sacrificam, para tentar educar  filhos, na formalidade convencional, onde  investimentos feitos não  apresentam  retornos qualitativos no sonho de qualquer pai ou mãe: ver seu filho ou filha no caminho de estar a serviço de construções coletivas harmoniosas com o Universo, servindo ao outro. 

Como uma filha poderá deixar de querer ter 100 pares de sapatos se a mãe compra um a cada novo mês?.   Como um aluno poderá deixar de lanchar sanduíche de salsicha com coca-cola se a escola não tem uma cantina com alternativas alimentares ? Como uma faculdade poderá realmente propagar que tem um projeto ambiental que prega a sustentabilidade se os seus coletores seletivos ainda de plásticos, convencionais, não coletam seletivamente, como informa a plotagem?  E mais que isso, se a própria  instituição faz de conta que ensina para um aluno que também faz de conta que aprende? Como pode uma secretária do lar aprender a não desperdiçar alimentos se a própria dona da casa, na mesa familiar,  enche o prato de comida e não come nem metade do que se serve?  E como poderemos substituir o petróleo por energias alternativas se ainda vamos às lojas de 1,99 alimentar a paradoxal cultura  chinesa que transita entre a conservação de tradições milenares, como o uso dos chás,  e o crescimento rápido no uso de tecnologias  de ponta para a produção de descartáveis?  

Enquanto existirem ONGs, Institutos, Associações, Oscips e Fundações que precisem gastar, às pressas, rodos de dinheiro recebidos do Governo brasileiro ou de fora do Brasil, fazendo qualquer coisa para apresentarem seus relatórios técnicos de visibilidade duvidosa,  convênios, contratos e acordos de parceria  estarão sendo renovados  a longo prazo,  já que a burocracia é a grande inimiga da justiça social,  perseguida, a sangue e suor, por quem verdadeiramente faz e não  aparece na mídia.

Liliana Peixinho - DRT 1.430 - Jornalista, Ativista e Educadora Ambiental- Fundadora dos Movimentos Independentes AMA e RAMA www.amigodomeioambiente.com.br

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