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Filme baiano é exibido no Canal Brasil, em mês que homenageia o Dia da Visibilidade Trans
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Ter, 19 de Janeiro de 2021 23:40

Cores_e_Flores_para_TitaO longa-metragem Cores e Flores para Tita será exibido no Canal Brasil na terça-feira (26), às 11h30. Dirigido por Susan Kalik, o documentário baiano conta a história de Renato Tita, um jovem trans, que morreu aos 15 anos de idade, na década de 70, no interior do Paraná. Realizado pela Modupé Produtora, a obra foi rodada em 2017, data que marca os quarenta anos do falecimento de Tita.

A transmissão faz parte de uma iniciativa do Canal Brasil, que homenageia o Dia da Visibilidade Trans com um mês de programação audiovisual sobre o tema. A exibição de Cores e Flores para Tita acontece através da distribuição da APAN - Associação dxs Profissionais do Audiovisual Negro.

O ponto de partida do doc é a exposição feita pela sobrinha do protagonista, a foto-ativista Adeloyá Ojú Bará. Para Bará, o resgate da memória do seu tio é o reconhecimento à expressão de gênero transmasculina dele. A  fotógrafa acredita que este direito lhe foi negado, causando diversos sofrimentos que o levaram a encerrar a sua própria vida. Por esta razão, Bará coloca em seu trabalho todo sentimento de batalha e resistência, que é preciso haver nestes casos. “Nossa luta é pelo direito de existir com suas especificidades e que essa singularidade não seja uma sentença de morte”, elucida.

É a partir deste acontecimento, que a cineasta Susan Kalik parte. Construindo um diálogo entre o vilipêndio vivenciado por Tita e a luta contra a transfobia nos dias atuais, Kalik conversa com mulheres trans/travestis e homens trans, de diferentes idades e vivências, em depoimentos sobre suas vitórias, resistências e principalmente, seu amore a coragem de lutar para serem quem são. Para a diretora, que também assina o roteiro e produção do longa, esta é uma obra sobre perda, seja da vida de Tita que foi tomada, como também a ausência de viver com plenitude, pois a sociedade lhes impede de existir completamente.

Para Diego Nascimento, ativista LGBT+ e feminista, graduando em Direito e integrante dos Coletivos De Transs pra Frente e Dissidentes, Cores e Flores para Tita é sensível, representativo e empoderador. Nascimento acredita que a maior relevância do filme está em discutir a transgeneridade fora do lugar comum do riso e do estigma, que é tão visto por ele. “É a arte, mais do que imitando, narrando nossas vidas. Com todas as Cores, Flores, dores e delícias que ela tem”.

Além de Diego Nascimento, durante as gravações, outros nomes relevantes para o movimento foram entrevistados, como Keila Simpson, presidenta da ANTRA - Associação Nacional de Travestis e Transexuais e Coordenadora da Associação Baiana de Travestis, Transexuais e Transgêneros em Ação - Atração; Diego Nascimento, ativista LGBT+ e feminista, graduando em Direito e integrante dos Coletivos De Transs pra Frente e Dissidentes e Viviane Vergueiro, Pesquisadora, Consultora e Analista,  Doutoranda em gênero, travestis, não binárias e não ocidentais.

A produção foi desenvolvida de forma independente, com recursos próprios e apoio de parceiros e amigos. Lançado em Salvador, em 2017, com parceria do Coletivo De Trans Pra Frente, foi exibido na noite de abertura da Mostra 10 anos do CUS – Grupo de Pesquisa Cultural e Sexualidade. Já na equipe técnica, a obra contou com montagem de Thiago Gomes e trilha sonora original de Peter Marques, com participação da Canção “Tango do Mal” de Luciano Salvador Bahia e Eduardo Dussek. O filme foi produzido de forma independente, com recursos próprios e apoio de parceiros e amigos. O doc ganhou o prêmio de Melhor Roteiro na Mostra SESC de Cinema Bahia, e prêmio de Licenciamento nacional, sendo exibido nas Salas de Cinema do SESC, por dois anos.

 

SINOPSE CURTA

O filme traz luz à história de Renato Tita, um jovem trans, suicidado aos 15 anos de idade, na década de 70. Quarenta anos depois, Adeloyá Ojú Bará, foto-ativista e sobrinha de Renato, homenageia o tio com uma exposição fotográfico em reconhecimento a sua expressão de gênero transmasculina, que lhe foi negada. E como forma de justiça ao vilipendio vivido por seu tio: a negação de sua masculinidade, o provável estupro e gravidez, que o levaram ao suicídio.

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