|
Interessados em participar da 11ª edição do Festival de Declamação de Poemas de Antônio de Castro Alves já podem se inscrever. O evento acontece no dia 10 de março em Cabaceiras do Paraguaçu, município do recôncavo baiano situado a 170 quilômetros de Salvador, e integra o conjunto de atividades que será promovido pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) para celebrar os 165 anos do nascimento do trovador baiano. As ações acontecem no Parque Histórico Castro Alves, que fica situado na Praça Castro Alves, nº 10.
Durante o concurso, pessoas de diversas regiões do estado e de todas as idades entoam os versos do poeta baiano, levando sua obra ao grande público. Os inscritos são analisados por um júri composto por técnicos da DIMUS, diretores de teatro, poetas e profissionais da área de literatura, que avaliam os seguintes critérios: interpretação, originalidade, criatividade e fidelidade ao texto declamado. Os cinco primeiros colocados são contemplados com prêmios que variam entre mil e duzentos reais e se apresentam também no dia 14 de março, durante as comemorações do aniversário de Castro Alves.
As inscrições para o festival estão abertas até 05 de março e devem ser efetuadas pelo telefone (75) 3681-1102 ou através do blog www.dimusbahia.wordpress.com. Não é permitida a participação de servidores estaduais e crianças a partir de 10 anos podem concorrer, desde que estejam acompanhadas dos responsáveis.
Parque Histórico Castro Alves - O Parque Histórico Castro Alves é um museu biográfico que funciona em um espaço com 52 mil metros quadrados. Situado na Fazenda Cabaceiras, onde morou Castro Alves, o museu foi inaugurado em março de 1971, por ocasião do primeiro centenário da morte do poeta baiano. Além de acervo de mais de 380 objetos que pertenceram a Castro Alves e seus familiares, formado por fotografias, cartões-postais, manuscritos, livros, indumentárias, adornos pessoais, utensílios domésticos e artes visuais, o Parque também dispõe de uma biblioteca. Os projetos “Sopa de Letras”, “Seguindo os passos do poeta” e “Parque dos Sonhos”, direcionados ao público infanto-juvenil, e “Baú de Memórias”, voltado para idosos, são destaques do programa de ações culturais e educativas do espaço.
|
|
Com edificações dos séculos XVII ao XIX e monumentos tombados, o bairro de Santo Antônio, em Salvador, mantém características da ‘Bahia Antiga’ e homenageia Iemanjá, a rainha do mar, até final de fevereiro (2012)
Como suas ruas tortuosas, casario colorido, fortaleza e igrejas originárias dos séculos XVII ao XIX, tudo debruçado a 70 metros acima do nível do mar, com deslumbrante vista para a maior baía marítima do Brasil, o bairro do Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, presta homenagem à rainha do mar, Iemanjá, até o final deste mês (fevereiro, 2012). A primeira pousada do bairro, a do Boqueirão, nome igual à igreja de Nossa Senhora do Boqueirão – construída em 1727 – promove exposição voltada para o culto do Òrìsà das águas, Iemanjá.
“Além do mês de fevereiro, quando várias cidades da Bahia, como Cachoeira e Porto Seguro, promovem festas para Iemanjá, pensamos na homenagem em função da única e belíssima vista que o bairro tem para Baía de Todos os Santos, com suas águas azuis e 56 ilhas”, explica a proprietária da Pousada do Boqueirão, onde acontece a exposição de fotos ‘Encantamento’ em homenagem à Iemanjá até final de fevereiro (2012), Fernanda Cabrini.
O Santo Antônio se tornou um dos mais cobiçados locais de Salvador, atraindo estrangeiros, famosos e artistas que lutam para obter imóvel no local, o que transformou o bairro no metro quadrado mais caro da capital baiana. Repleto de monumentos, como o Convento do Carmo (1610), igreja do Santíssimo (1737) onde se filmou o Pagador de Promessas – primeiro em língua portuguesa a receber a Palma de Ouro de Cannes (1962) -, Casa das Sete Mortes (1650), e igrejas do Boqueirão (1727) e de Santo Antônio (1813), o bairro é um dos mais encantadores da cidade.
“Essa exposição tem tudo a ver com o bairro”, garante outro defensor local e residente do Santo Antônio desde a década de 1970, o produtor cultural Dimitri Ganzelevitch. Segundo ele, o Centro Histórico de Salvador é um lugar de memória, de estreita ligação com a cultura. “Por isso, temos que manter atividades com foco cultural no bairro, que já tem vida própria e inteligente”, diz Ganzelevitch.
Localizado na falha geológica de 145 milhões de anos – em função de terremoto – que divide as cidades Alta e Baixa, o Santo Antônio Além do Carmo guarda clima histórico-arquitetônico da ‘Bahia Antiga’. “Quando cheguei há 30 anos, parecia uma pequena cidade parada no tempo”, declara a chef ítalo-baiana, Fernanda Cabrini, que comemora até o final deste ano (2012) os 20 anos de fundação da pousada Boqueirão, que atende também como bufê e jantares VIP.
FESTAS - “Desde que cheguei, quis me integrar à cultura local, ao jeito de ser das pessoas do bairro, suas festas e manifestações”, lembra Cabrini, residente do bairro há três décadas. Até hoje, ela manufatura presépios no Natal, tradição centenária do bairro que fica nas casas de alguns moradores até 6 de janeiro, quando passam na madrugada o Terno de Reis. Já todo 1º de janeiro acontece a procissão do Bom Jesus assistida das varandas do bairro, e a do Senhor do Bomfim na segunda quinta-feira de cada ano.
“Além de nos procurar para assistir do alto as procissões, os frequentadores das festas nos procuram para matar a sede e a fome”, conta Cabrini. Logo depois, vem a Festa de Iemanjá que é celebrada com movimentos culturais no Santo Antônio, como a mostra de fotos. Em fevereiro vem a animação do Carnaval, já que o Santo Antônio é vizinho do Pelourinho, onde se apresentam algumas das principais atrações de Salvador na folia momesca.
MITO - A mostra na Pousada Boqueirão tem imagens da fotógrafa Isabel Gouvêa. São 35 fotos coloridas emolduradas em branco sem vidro (50X70cm à 86X130cm), espalhadas pelo casarão de 300 anos da pousada. Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (2008), Isabel tem trajetória reconhecida, premiada e conceituada em todo o país. A exposição ‘Encantamento’ na Pousada Boqueirão (Rua Direita do Santo Antônio, 48) está aberta ao público gratuitamente até 29 de fevereiro em horário comercial. Mais informações através do telefone (71) 3241-2262 .
|
|
Entre os dias 1º e 29 de fevereiro, a Escola Olodum abre inscrições gratuitas para seus cursos regulares. São oferecidas 330 vagas para oficinas de percussão, dança afro, canto, informática, produção cultural, coral e guitarra. O público-alvo são crianças e jovens dos sete aos 21 anos matriculados em escolas da rede pública.
As aulas serão realizadas nos turnos matutino e vespertino, na sede da Escola, no Pelourinho. Para fazer a inscrição os candidatos devem preencher uma ficha fornecida pela entidade, acompanhada de uma foto 3x4 e de uma redação curta sobre o curso que pretende participar, juntamente com as cópias do RG, CPF, registro de matrícula escolar e comprovante de residência.
O processo seletivo contará com um exame de aptidão para o curso escolhido. Para efetivar a vaga é necessária ainda uma autorização formal dos pais ou responsáveis. Além de receber gratuitamente todo o material didático, os aprovados também terão direito à alimentação e a oportunidade participar das diversas atividades desenvolvidas pela Escola Olodum. Mais informações através do telefone (71) 3322-8069 .
APOIO - Esta iniciativa tem patrocínio do Programa Petrobras de Desenvolvimento e Cidadania, e busca unir teoria e prática, arte e tecnologia, valores culturais comunitários e globalização, no sentido de tornar viável a missão da Escola Olodum de desenvolver o exercício da cidadania e a preservação da cultura afro.
|
|
No ano do centenário do nascimento de Jorge Amado, quem ganha presente são os amantes da boa música. E é em homenagem ao escritor baiano que Moraes Moreira disponibiliza gratuitamente, via internet, a música “Feito Jorge Ser Amado” para audição dos fãs. A canção, escrita em parceria com Fred Góes, faz parte do seu mais novo disco, A Revolta dos Ritmos, álbum com 13 faixas inéditas, que será lançado este ano pela gravadora Biscoito Fino.
Cores, letras, sabores e ritmos da Bahia. Com diversas referências a grandes nomes da cultura local, como Dorival Caymmi, Mário Cravo, Carybé, Pierre Verger e Mãe Menininha do Gantois, Moraes canta a Bahia de Jorge Amado, eternizada nestes marcantes personagens.
A bela Gabriela, a fogosa Dona Flor, o folião Vadinho e o boêmio QuincasBerro D`água, todos criações do escritor, dançam no ritmo compassado de Moraes Moreira, que, em forma de canção, poeticamente nos pergunta: “feito Jorge ser Amado, quem é que não gostaria?”.
Para ouvir a música inédita e ter um aperitivo do novo disco, basta acessar:
http://soundcloud.com/comunika-press/feito-jorge-ser-amado
|
|
|