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O politicamente correto está destruindo os EUA! Mas não como você pensa. Por Jon Schwarz
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Comportamento
Dom, 26 de Julho de 2020 03:48

Jon_SchwarzOs Estados Unidos hoje enfrentam um perigo aterrorizante: o politicamente correto. É uma ameaça existencial não apenas para o país, mas para toda a civilização humana.

Estou me referindo, obviamente, ao politicamente correto da direita.

Talvez você esteja surpreso ao ouvir isso. Na mídia dos EUA, não faltam lamentações sobre o politicamente correto e como ele destrói o debate – mas elas quase sempre são sobre a ameaça do PC da esquerda.

Na realidade, o politicamente correto, ou cultura do cancelamento, ou como quer que seja chamado, não é um fenômeno de esquerda, direita ou centro. É um fenômeno da natureza humana. Todas as infinitas tribos da humanidade são propensas a pensar em grupo e punir os hereges. É por isso que o princípio do pensamento livre deve ser defendido. Infelizmente, este é um ajuste estranho e antinatural para humanos.

Certamente há péssimos exemplos do politicamente correto da “esquerda” dos EUA, seja lá o que isso signifique em um país que, segundo os padrões históricos, não tem esquerda. Mas a grande parte do politicamente correto na América é conservadora. O PC conservador é tão poderoso nos EUA que boa parte dele é adotado pelos partidos políticos e por toda a mídia corporativa. De fato, o politicamente correto da direita é tão dominante que é politicamente incorreto se referir a ele como politicamente correto. Em vez disso, nós o chamamos de coisas como “patriotismo” ou simplesmente não percebemos sua existência.

Uma análise completa da cultura conservadora do politicamente correto nos Estados Unidos levaria o resto da sua vida para ser lida. Então, vamos limitar isso a quatro áreas em que o PC da direita causa alguns dos maiores danos: religião, política externa, o Partido Republicano e a polícia.

Você provavelmente não se surpreende com o fato de que exatamente zero presidentes americanos tenham sido abertamente ateus. Mas, desde que o Congresso se reuniu pela primeira vez em 1789, ele teve apenas um membro abertamente ateu: Pete Stark, da Califórnia. Stark se aposentou em 2013, então atualmente não há nenhum congressista ateu.

De acordo com uma pesquisa do Pew Research Center de 2019, 23% dos americanos se identificam como ateus, agnósticos ou “nada em particular”. Isso significa, conforme a pesquisa, que “de longe a maior diferença entre a população dos EUA e o Congresso está na parte que não é afiliada a um grupo religioso”.

Portanto, há provavelmente muitos membros do Congresso atual que estão “no armário” quando se trata de não acreditar em Deus. A única explicação? Eles são todos intimidados demais pelo politicamente correto para se assumirem.

Isso não surpreende, uma vez que os EUA ainda demonstram discriminação informal e formal contra ateus. Uma pesquisa recente descobriu que 96% dos americanos disseram que votariam em um candidato negro para presidente; 95% para um católico; e 66% para um muçulmano. Apenas 60% disseram que votariam em um ateu. Embora seja inexequível, as constituições de oito estados proíbem os ateus de ocuparem o cargo. Isso inclui Maryland, um dos estados mais liberais, cuja constituição também declara que “é dever de todo homem adorar a Deus” (as mulheres de Maryland aparentemente são livres para ignorar o Todo-Poderoso).

O politicamente correto pró-religião é praticado em ambos os lados. Em um dos e-mails hackeados do Comitê Nacional Democrata, o DNC na sigla em inglês, publicados pelo WikiLeaks em 2016, o diretor financeiro do DNC sugeria forçar Bernie Sanders a falar publicamente se ele acredita em Deus. “Ele enrolou ao dizer que tem origem judaica”, argumentou o CFO. “Meus companheiros batistas do sul diriam que há uma grande diferença entre um judeu e um ateu.”

Mesmo que, algum dia, alguns políticos do país criem coragem suficiente para admitir que são ateus, é impossível imaginar qualquer anúncio de que eles são ativamente antiteístas. Nenhum membro da Câmara irá ao programa matinal da CBS e dirá: “Eu acho que toda religião é perniciosa, é uma forma grosseira de lavagem cerebral de crianças, e todo líder religioso é um vigarista, incluindo o Papa.”

Ninguém neste plano de existência pode dizer se o ateísmo está correto ou não. O que podemos ter certeza é que o PC de direita limitou fortemente a liberdade de expressão política nesta área, e isso nos tornou menos céticos e mais propensos ao autoritarismo.

Política externa

A blindagem politicamente correta dos EUA sobre a religião também tem papel em outro aspecto do nosso PC: as ferozes restrições conservadoras às discussões sobre a política externa dos EUA. Desde o 11 de setembro, muitos americanos poderosos demonstraram abertura, talvez até entusiasmo, pela guerra entre o cristianismo e o Islã. Antes da invasão do Iraque, o então presidente George W. Bush disse ao presidente francês Jacques Chirac que viu “Gogue e Magogue trabalhando” no Oriente Médio. O ex-conselheiro do presidente Donald Trump, Steve Bannon, falou sobre “a longa história da luta judaico-cristã contra o Islã”. Quando a Christian Broadcasting Network, um canal cristão, perguntou ao secretário de Estado Mike Pompeo se Deus enviou Trump “como a rainha Ester para ajudar a salvar o povo judeu da ameaça iraniana”, Pompeo respondeu: “Com certeza acredito que isso é possível”. O anseio da direita de misturar religião e violência é incrivelmente perigoso, mas é um dos pilares da nossa dieta política diária. Poucos políticos ou figuras poderosas percebem, e muito menos atacam isso.

Mas nosso PC conservador sobre política externa vai muito além. Todo o establishment da política externa está ciente de que o 11 de setembro e quase todo o terrorismo islâmico são uma retaliação direta às ações dos EUA no exterior. Como um relatório do Departamento de Defesa explicou: “Os muçulmanos não ‘odeiam nossa liberdade’” – como o que Bush alegou em frente ao Congresso em 20 de setembro de 2001 – “mas sim, odeiam nossas políticas”. O problema da perspectiva do sistema atual é que eles gostam dessas políticas, e não querem mudá-las só porque elas matam americanos. Os principais militares aparentemente dizem em particular que nossas mortes são “um pequeno preço a pagar por ser uma superpotência”.

No entanto, talvez o único político de nível nacional que falou claramente e abertamente sobre isso é o ex-deputado Ron Paul, do Texas. Em 2004, um alto funcionário da administração Bush estava disposto a dizer que, sem as ações dos EUA no Oriente Médio, “Bin Laden ainda poderia estar redecorando mesquitas e entediando amigos com histórias de seus dias de mujahideen no Khyber Pass” — mas o funcionário falou com a condição de não ter seu nome revelado. O relatório da Comissão do 11 de setembro faz referência à realidade, mas como um membro escreveu mais tarde: “Os comissários acreditavam que a política externa americana era muito controversa para ser discutida, exceto em recomendações escritas utilizando o tempo futuro. Aqui nós aceitamos nosso compromisso de definir a história completa.”

Assim como o PC conservador sobre Deus, os democratas também obedecem ao politicamente correto conservador sobre a política externa. Por exemplo, no famoso discurso do então presidente Barack Obama em 2009 no Cairo, ele foi politicamente correto demais para dizer a verdade. Em vez disso, murmurou que “a tensão foi alimentada pelo colonialismo que negou direitos e oportunidades a muitos muçulmanos”, o que quer que isso signifique exatamente. Em 2010, quando o então conselheiro antiterrorismo de Obama, John Brennan, foi questionado porque a Al Qaeda estava tão determinada a atacar os EUA, ele respondeu: “Acho que é um assunto complexo”. E não foi além disso.

A linha do PC sobre política externa vai muito além do terrorismo. Israel é um dos exemplos mais poderosos. Todo político americano que se informa sobre o tema está ciente de que, das dezenas de guerras em que Israel se envolveu, o país era claramente o agressor em todas, menos em duas – a Guerra da Independência de 1948 e a Guerra do Yom Kippur de 1973 – e até mesmo essas são discutíveis. Eles também entendem que Israel rejeitou inúmeras ofertas para criar uma solução justa de dois Estados com os palestinos. Em privado, autoridades dos EUA dizem que Israel construiu um “apartheid” na Cisjordânia. Enquanto uma pequeno glasnost sobre este assunto está atualmente em andamento, essa clara realidade permanece impossível de ser dita pelos políticos dos EUA.

E a mídia, aquele foco de radicalismo livre-pensante? Mesmo os ricos e famosos apresentadores de TV que se desviam da linha do PC da direita devem emitir desculpas humilhantes ou ser cancelados, literalmente. Às vezes eles emitem desculpas humilhantes e são cancelados. Depois que Bush chamou os sequestradores do 11 de setembro de “covardes”, Bill Maher teve problemas em seu antigo programa da ABC chamado “Politicamente Incorreto”. “Temos sido os covardes”, disse Maher, “empurrando mísseis de cruzeiro a 2 mil milhas de distância.” Maher imediatamente disse que sentia muito, mas era tarde demais: seu programa perdeu grandes anunciantes e foi tirado do ar no ano seguinte. Em outras palavras, no momento em que “Politicamente Incorreto” foi genuinamente politicamente incorreto, Maher foi tirado do ar.

Em seguida, em fevereiro de 2003, pouco antes da invasão do Iraque, o programa da MSNBC de Phil Donohue foi cancelado. Ele tinha as maiores audiências da rede, mas como os inquietos executivos manifestaram em um memorando interno, poderia se tornar “um lar para a agenda anti guerra ao mesmo tempo em que nossos concorrentes estão agitando essa bandeira em todas as oportunidades”. Em outras palavras, já que todo o resto da TV americana era ultra politicamente correta, eles tinham que ser também. O mesmo canal logo assinou com Jesse Ventura um contrato de três anos para um novo programa, mas depois descobriu que ele era anti-guerra e por isso pagou-lhe para não fazer nada.

Outras figuras da TV se asseguraram para que não tivessem destinos semelhantes. “Eu me lembro”, disse Katie Couric mais tarde, “desta inevitável marcha em direção à guerra e de me sentir tipo, ‘Alguém vai colocar os freios nisso? E isso está sendo realmente questionado pelas pessoas certas?’ … Quem questionava a administração era considerado antipatriótico e era uma posição muito difícil para se estar.” Na época, quando realmente importava, Couric dizia animadamente no “The Today Show” que “Navy SEALs rock!” [“Os Navy SEALs são demais!”].

E há Chris Hayes, outro apresentador da MSNBC. Em uma transmissão pouco antes do Memorial Day de 2012, Hayes expressou exatamente o tipo de sentimento que você esperaria ouvir em um debate honesto sobre a guerra: “Eu acho que é muito difícil falar sobre os mortos da guerra sem invocar o heroísmo. … Me sinto desconfortável com a palavra ‘herói’ porque me parece que é tão retoricamente próximo às justificativas para mais guerra. E obviamente não quero profanar ou desrespeitar a memória de alguém morreu em combate. … Mas me parece que utilizamos esta palavra de uma forma problemática.” O surto da direita foi tão intenso que Hayes disse imediatamente que estava “profundamente arrependido” porque “é muito fácil para mim, um apresentador de TV, opinar sobre as pessoas que lutam em nossas guerras, sem nunca ter se esquivado de uma bala, guardado um posto ou andado um quilômetro que fosse em suas botas.”

Mesmo as opiniões sobre eventos de muito tempo atrás devem ser politicamente corretas. Depois que Jon Stewart disse no “The Daily Show” que acreditava que Harry Truman era um “criminoso de guerra” por usar armas atômicas no Japão, ele foi atacado imediatamente, e rapidamente rastejou por perdão. “Eu retiro o que disse porque aquilo era, na minha opinião, uma coisa estúpida de se dizer”, Stewart suplicou em um tom reconhecível de qualquer uma das sessões de embates históricos. “Você já fez isso, onde você está dizendo alguma coisa, e conforme aquilo sai você fica, ‘Que porra é essa?’ E aquilo só ficou lá por alguns dias, só existindo: ‘Não, não, [Truman] não era, e você realmente deve dizer isso em voz alta no programa.’”

Sem críticas sobre assuntos permitidos, uma ampla discussão sobre a política externa dos EUA está a anos-luz de distância. Não haverá políticos ou apresentadores de TV que enfatizarão consistentemente tão cedo a posição de Martin Luther King Jr. de que a América é “o maior fornecedor de violência do mundo atualmente”.

Ninguém sabe que política externa os americanos escolheriam depois de um debate aberto. Mas é uma verdade óbvia que o formato atual, moldado esmagadoramente pelo politicamente correto de direita, causou danos gigantescos aos EUA e ao mundo.

O Partido Republicano

O Partido Republicano de hoje impõe uma pureza ideológica interna de forma mais estrita que o Partido Comunista Chinês. Isso importa porque o sistema político dos EUA é tão esclerosado que requer alguma adesão do partido de oposição para que quase qualquer coisa seja modificada. Então, enquanto os republicanos permanecerem juntos, nada vai acontecer no país.

O politicamente correto do Partido Republicano tem sido particularmente desastroso no tema da crise climática. O atual presidente dos EUA, um republicano, constantemente a chama de “fraude”. Na última década, quase todos os políticos e o aparato do partido se recusaram a reconhecer que a crise sequer existe. Newt Gingrich disse, em 2008, que “nosso país deve tomar medidas para enfrentar as mudanças climáticas” — mas, quando o que era politicamente correto para o Partido Republicano mudou, ele também o fez. Quando Gingrich se lançou candidato à presidência em 2012, Rush Limbaugh horrorizou os ouvintes contando-lhes sobre o suposto capítulo de um livro que Gingrich estava por lançar, em que ele trataria de forma honesta o aquecimento global. Gingrich, obediente, cortou o capítulo. Ele então começou a publicar fotos no Instagram com legendas sarcásticas: “mais evidência do aquecimento global, o rio Potomac congelado na noite passada”.

As coisas estão mudando lentamente agora, quando republicanos mais jovens começam a entender o futuro assustador que encaram. Atualmente, o partido se divide entre uma facção que deseja continuar negando a realidade e uma que deseja parar de negar a realidade, mas sem fazer qualquer coisa eficaz para mudá-la.

O que é politicamente correto para os republicanos no tema da mudança climática decorre de uma rejeição mais ampla dos métodos iluministas para entender a realidade. Limbaugh, a quem Trump recentemente concedeu a Medalha Presidencial da Liberdade, mais alta honraria oferecida pela Casa Branca, proclamou que a ciência é uma das “esquinas do engano” usadas pelos progressistas para criar “O Universo das Mentiras”. Nenhum político republicano de destaque jamais negou a visão de Limbaugh.

Além disso, há uma rigidez do que é politicamente correto na visão do Partido Republicano em quase todas as questões. Um político republicano deve professar publicamente sua crença no excepcionalismo americano. Cortar impostos aumenta as receitas do governo. Qualquer aumento nos impostos para ricos e grandes empresas causará devastação econômica. A evolução é uma mentira. O aborto é um mal moral de proporções titânicas. Trump é um presidente maravilhoso. Eles têm uma ótima ideia para oferecer assistência médica de baixo custo e alta qualidade a todos os cidadãos, mas não querem explicá-la neste momento para não estragar o segredo.

Mas os fatos não se importam com os sentimentos dos conservadores. Nossa carnificina do coronavírus, sob liderança republicana, é uma prévia do que está por vir com a crise climática.

Polícia

Com milhões de pessoas participando de manifestações contra a brutalidade policial, há algumas perguntas óbvias que deveríamos nos fazer: por que os policiais estão agindo dessa forma? Por que as chamadas maçãs podres nunca são removidas da corporação? Nenhum político ou apresentador de TV está dando a resposta simples: pelo politicamente correto.

Policiais quase nunca denunciam outro policial por maus tratos a civis. Isso é compreensível, uma vez que o melhor cenário para os “delatores” é geralmente ter suas carreiras destruídas. Alguns, como Adrian Schoolcraft, da Polícia de Nova York, têm um destino ainda pior. Em 2009, após Schoolcraft descobrir que seus supervisores estavam manipulando estatísticas de crimes, seus colegas policiais invadiram seu apartamento, sequestraram-no, e o puseram em um hospital psiquiátrico. Diga o que quiser sobre o conselho estudantil de Oberlin, mas isso eles não estão fazendo.

O politicamente correto envolvendo os departamentos de polícia foi possibilitado por outra camada de PC conservador. Até recentemente, a ideia de que a política costumava se envolver em violência injustificável e depois mentia sobre isso era, em geral, impossível de ser mencionada por um político americano. Além disso, havia um nível ainda mais alto de politicamente correto que vinha por cima disso na cultura americana: reality shows sempre glorificaram os policiais envolvidos em barbárie e, em programas roteirizados, não existe clichê maior do que os policiais heróis.

Nos últimos 100 anos, várias comissões encarregadas de reformar a polícia vieram e se foram. Na maioria das vezes, quaisquer ganhos são pequenos e propensos ao retrocesso. A única maneira de mudar a realidade é encarar a realidade, não viver em uma fantasia confortável inventada pelo discurso politicamente correto de direita.

E muito mais

Tudo isso são apenas algumas ondas no dilúvio interminável do politicamente correto de direita. O cirurgião geral pode sugerir que a legalização de drogas deveria ser estudada, e que talvez as crianças devam ser ensinadas sobre masturbação? Não. Você pode trabalhar para o Departamento de Agricultura e dar um discurso honesto sobre sua vida sem que a direita o deturpe e provoque sua demissão? Não. A CBS pode transmitir uma minissérie sobre Ronald Reagan que ficcionaliza levemente a resposta grotesca do seu governo à AIDS? Desculpe, uma série assim precisa ser exibida para um público muito menor no canal Showtime. Você pode dizer a verdade sobre como enxerga as coisas? Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.

Mas mesmo os infinitos exemplos concretos do politicamente correto conservador não encerram o problema. O PC da direita atrapalha tanto nossa imaginação política que nem sonhamos em ter debates sobre os problemas mais profundos e importantes de nossas vidas.

Imagine políticos ou colunistas do New York Times, ou apresentadores dos grandes canais americanos de TV, fazendo perguntas simples como:

  • Se seguíssemos a lei, as pessoas mais poderosas dos EUA, incluindo Bill Clinton, George W. Bush, Barack Obama, Donald Trump e a maioria dos CEOs de Wall Street, estariam na prisão?
  • A publicidade é uma mentira que está deformando nossa humanidade? Se este é o caso, deveríamos nos livrar dela?
  • Existe alguma maneira de curar as feridas de 500 anos de colonialismo europeu?
  • Podemos encerrar o império americano sem destruir o mundo inteiro no processo?
  • Mesmo se desacelerarmos os efeitos da crise climática, o capitalismo ainda destruirá a biosfera de que toda a civilização humana depende?

Não há respostas fáceis aqui, mas sejamos pelo menos honestos quanto ao problema. Se vamos falar de politicamente correto, devemos começar com a verdade sobre o tipo de PC que mais importa: o politicamente correto que está literalmente nos matando.

Artigo publicado originalmente em https://theintercept.com/2020/07/25/politicamente-correto-direita-eua/

Tradução: Maíra Santos

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